Comércio de material de construção reage aos impactos da pandemia em Aracruz

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Em Aracruz, o comércio de material de construção está reagindo aos impactos da pandemia do novo coronavírus com a adoção de estratégias para se adaptar à nova realidade. O mercado não está como antes, mas há demanda para obras domésticas ou de pequeno e médio porte. É o foco nesse perfil de vendas que traz certo fôlego ao setor. Vale lembrar-se de que toda crise é passageira, e de que em toda crise, há grandes oportunidades.

Direcionar de forma correta os colaboradores foi uma das primeiras estratégias adotadas pelos donos de lojas de materiais de construção. Com a equipe administrativa e o time de vendas e entregas devidamente orientados, o segundo passo foi preparar o estabelecimento. Além da atenção de sempre com o visual, a iluminação e a exposição de mercadorias de modo atrativo e destacado, a distância mínima entre balcões, mesas ou pontos de atendimento, a disponibilização de álcool gel 70% e a higienização constante dos espaços entraram na lista de prioridades.

O varejo digital (e-commerce) também ganhou foco especial durante esse período de distanciamento social e isolamento domiciliar. Cuidar do fluxo de caixa e enfatizar o controle financeiro foram outras medidas adotadas nas lojas de material de construção. A primordial, entretanto, foi atender o cliente com informação e tranquilidade por meio de um relacionamento amistoso e acolhedor.

Quem mantém o foco e a organização, poderá sair mais fortalecido na pós-pandemia. É no que acreditam os donos de lojas de materiais de construção em Aracruz. E talvez, por isso, o quadro não chega a ser pessimista entre eles. Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o setor tem possibilidade de recuperação no segundo semestre, que é o período que consome mais materiais de construção.

Construfácil alinhada com a nova realidade

Seguindo as recomendações das autoridades de saúde à risca, a Construfácil deixa disponível e acessível orientações sobre cuidados de higiene, além de álcool 70% em pontos estratégicos da loja. Há ainda higienização constante de locais com maior tráfego de pessoas e as de contato físico, tais como maçanetas, balcões, máquinas de cartão etc. No tocante à lavagem das mãos, os colaboradores têm atenção redobrada.

Em relação às vendas, o sócio-proprietário Márcio Mantovani diz que “ampliamos o atendimento digital (por e-mail: construfacil.ara@terra.com.br ou WhatsApp: 27 98133-1335), convidamos nossos colaboradores para criarem conteúdo de engajamento dos clientes junto conosco, e estamos tendo saída de mercadorias embora a procura tenha caído bastante. É que as pessoas estão esperando para ver o que vai acontecer e, até que isso se resolva, estão inseguras quanto a novos investimentos. A gente entende e torce para que o cenário mude o mais breve possível”.

Otimismo na Lumine Iluminação e na Pimacol Material de Construção

“Parar é pior, temos que nos proteger e se cuidar, mas parar só vai gerar mais desestabilidades. O mês de abril foi muito produtivo, mas neste mês a percepção é de que as pessoas ficaram mais inseguras com relação a seus empregos e renda, e desse modo tendem a parar os investimentos. Sabemos dos desafios que teremos pela frente, mas precisamos continuar focados no negócio, trabalhando e inovando”, destaca Heler Tânia Guzzo Pignaton, sócia-proprietária da Lumine Iluminação e da Pimacol Madeiras e Material de Construção.

A empresária conta que em um primeiro momento, com o início do distanciamento social e isolamento domiciliar, onde o setor de material de construção encontrava-se operando em horário normal, mesmo seguindo critérios de segurança, foi possível sentir um aumento considerável nas vendas devido aos consultórios médicos e empresas que precisavam de manutenções e aproveitaram o período para realizá-las. “Isoladas em casa, as pessoas também observaram reparos a serem feitos e quem pode, aproveitou o tempo ocioso para resolver esses problemas”, completa Heler Tânia, acrescentando que a Pimacol recebeu muitas ligações (27 3256-2876) e mensagens via WhatsApp (27 98137-4230) com solicitações de mercadorias, o que fez com que o serviço de delivery já existente na empresa fosse ampliado.

Sobre as medidas de segurança adotadas na Lumine e na Pimacol, a empresária conta que entre outras coisas houve a disponibilização de álcool 70% e a fixação de adesivos de piso para demarcar distanciamento social em vários pontos da loja. Também foram confeccionadas máscaras de proteção para todos os colaboradores. Sobre as medidas para se diferenciar no mercado, Heler Tânia lista: o bom atendimento, a excelente apresentação dos produtos, a disponibilidade dos mesmos em estoque e a competitividade.

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