Comerciantes e moradores cobram duplicação de avenida em Aracruz

A promessa da avenida ser duplicada em 2010 não se concretizou

0
724
Foto: Jasleon Humberto

Uma novela que se arrasta desde 2010 e sem final até o momento. A duplicação da avenida Castelo Branco, no bairro Bela Vista, em Aracruz, tem gerado inúmeras reclamações de comerciantes, moradores e proprietários de loteamentos residenciais hoje transformados em bairros importantes da sede. O asfalto, danificado pelo intenso tráfego pesado, não tem mais recuperação e precisa ser substituído.

Em fevereiro de 2010, segundo consta no site da prefeitura, para a realização da obra de extensão de 2,1 km foram desapropriados 45 imóveis, o que custou para a administração R$ 1,4 milhão. Para melhorar o fluxo do trânsito na Castelo Branco, naquele ano seriam necessários recursos de R$ 5.387.005,64. O prefeito Jones Cavaglieri, que na época era vice de Ademar Devens, divulgou no seu relatório administrativo de 2020 que a duplicação está em fase de homologação de convênio estadual para abrir licitação.

A promessa da avenida ser duplicada em 2010 não se concretizou. Há 10 anos a administração anunciou que a obra seria responsável pelo desenvolvimento e melhor qualidade de vida da população. No trecho que liga a Praça da Paz ao Centro Industrial seriam realizados trabalhos de terraplanagem, pavimentação e drenagem, paisagismo, sinalização, além de obras complementares. Também seriam realizados serviços de calçada de concreto, rampas com travessia de pedestres, rebaixamento de meio-fio, gradil metálico, barreira e demolições de edificações.

Em outubro de 2018 o site da PMA divulgou que o então governador Paulo Hartung visitou Aracruz e garantiu que em 15 dias seria firmado o convênio para a realização da duplicação da avenida Castelo Branco, com o valor mais que duplicado, orçado em
R$ 12 milhões.

Sem duplicação, avenida tem potencial contido
Para Paulo Renan Goulart, que acreditando na prometida duplicação da avenida Castelo Branco investiu na construção de uma ampla loja de móveis para escritório, além de outros pontos comerciais, a não realização da obra conteve o potencial da via. “Muitos querem investir na Castelo Branco, mas acabam freados pelo impasse da duplicação. Infraestrutura gera desenvolvimento e se essa obra tivesse saído do papel teria impactado diretamente na modernização de um dos principais trechos viários do município. Hoje, o que vemos é abandono”, enfatiza o empresário, decepcionado.

Ainda de acordo com Paulo Renan, são inúmeros os transtornos causados pela falta de duplicação na avenida. “Inaugurei minha loja aqui em 2011. De lá pra cá não paro de contabilizar transtornos. É trânsito complicado, malconservação da via e buracos constantes. Além disso, desapropriações feitas na subida do bairro Bela Vista há mais de 10 anos resultaram em um amplo trecho sem calçamento, o que tem gerado poeira em dias de sol e muita lama no período de chuva. É tanta poeira que há dois anos não consigo locar um dos meus pontos comerciais”, relata o empresário, reforçando que “a avenida Castelo Branco tem um enorme potencial de desenvolvimento e o poder público precisa acompanhar isso urgentemente”.

Empresário do setor supermercadista, João Carlos Coutinho Devens, o Baby, é outro afetado pela falta de duplicação da avenida Castelo Branco. De acordo com ele, o fluxo de veículos e a locomoção ficam prejudicados e como consequência afeta as vendas. “Esperamos a conclusão da obra o mais breve possível não só para melhorar a locomoção, como também para consolidar novos empreendimentos previstos, gerando emprego, renda e impostos, levando o desenvolvimento tão esperado naquela região”, pontuou.

PUBLICIDADE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui