Com fé em DEUS e Nossa Senhora Aparecida, ciclista de Aracruz vence o câncer

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Em abril de 2019, a vida de Jayke Rigoni Passos teve uma reviravolta. Morador de Aracruz apaixonado pela prática de mountain bike, aos 34 anos, ele descobriu um câncer no mediastino (espaço entre os pulmões). Mas, hoje, aos 36 anos, testemunha sua cura por meio da intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Para retribuir de uma forma especial e marcante a graça recebida, o ciclista cumpriu, no período de 9 a 15 de janeiro deste ano, a promessa de ir pedalando de Aracruz até o Santuário Nacional, em Aparecida (SP).

Mais do que promessa paga, a peregrinação de 1.050 quilômetros, marcada pela fé e a superação, foi uma oportunidade única de aprendizado para Jayke. “Percebi, a cada desafio vencido debaixo de sol e de chuva e a cada história compartilhada comigo, que a vida é uma estrada chamada aprender. Eu realmente precisava disso. Foi minha maior viagem de bike até hoje”, contou o ciclista, acrescentando que teve a companhia de amigos do grupo Bike Extreme, de São Mateus, na viagem realizada em grande parte pela rodovia BR-101. “Cada um foi com um propósito, mas todos com um objetivo: Deus”, salientou.

A notícia do câncer caiu como uma bomba na vida de Jayke. Adepto ao mountain bike e a rotina de treinos puxados da modalidade desde 2014, ele começou a sentir dores anormais repentinas e procurou ajuda médica. “Após idas e vindas de consultas e exames, descobri não só o câncer, como também o fato dele ter se espalhado do mediastino para o baço, fígado e outras partes do corpo. De forma curta e grossa, o primeiro médico a identificar a doença disse que eu tinha apenas três meses de vida. Fiquei sem chão”, relembra.

Com apoio incondicional dos pais, outros familiares e os amigos, pensando, sobretudo, nos três filhos, Jayke buscou uma segunda opinião médica e, convicto de que poderia encarar o problema com otimismo, iniciou um intenso tratamento de quimioterapia. Ao longo de sete meses, metade deles em um leito de hospital, tendo passado três vezes pela unidade de terapia intensiva (UTI), o ciclista lutou perseverantemente pela vida. “Foram momentos angustiantes, difíceis e muito dolorosos. Fiquei muito debilitado, mas nunca perdi a fé que Deus, por intercessão de Nossa Senhora, estava providenciando tudo para que eu me curasse. Foi na UTI onde fiz a promessa de que, curado e reabilitado, iria de bike até à casa da Mãe”, recorda Jayke, que no final de novembro de 2019 já estava em remissão (sem a doença).

No caminho para Aparecida, Jayke e os amigos fizeram uma parada memorável no Rio de Janeiro. Era o penúltimo dia da viagem e aos pés do Cristo Redentor, sentindo-se ainda mais próximo de Deus, as lágrimas do ciclista eram a sua maior expressão de gratidão. “Agradeci não só pela minha cura, mas também pela vida de cada um que esteve orando pela minha recuperação; cada um que me direcionou uma palavra de apoio”, relatou.

A chegada ao Santuário Nacional, no dia seguinte, também foi marcada por emoção e gratidão. “É inexplicável o que aconteceu com o meu corpo ao chegar à casa da Mãe. Senti algo indescritível, uma emoção diferente”, descreveu Jayke, que assistiu a uma missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, além de ter visitado a comunidade carismática católica Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), antes de regressar a Aracruz.
“Voltei com minha fé renovada, buscando viver intensamente o hoje com aquilo que se tornou meu sobrenome: gratidão”, enfatiza o ciclista, que é líder do grupo Alto Giro MTB Aracruz (para saber mais, siga @altogiroaracruz no Instagram). Agora Jayke segue apenas em acompanhamento, de três em três meses refazendo exames, o que se repetirá até o quinto ano pós-remissão. “Sigo minha jornada imensamente alegre por poder testemunhar que, por meio da intercessão de Nossa Senhora, sou um milagre de Deus”, pontua.

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