Com efetivo reduzido, Polícia Civil só tem 575 servidores para atender o interior

A Comissão de Segurança da Assembleia discutiu a defasagem do efetivo da Polícia Civil no Estado

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Foto: Leo Duarte Um dos pontos discutidos foi a falta de médicos legistas registrada durante finais de semana, no interior do Estado

Por Larissa Lacerda
A Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa realizou a primeira reunião do ano hoje 1º, agora sob a presidência do deputado Luiz Durão. O grupo discutiu a defasagem do efetivo da Polícia Civil no Estado. O deputado Delegado Danilo Bahiense lembrou que, em 1990, a Polícia Civil tinha 3.800 servidores, enquanto hoje são 2.030 policiais. “Desse total, temos 300 em abono permanência que podem deixar o serviço a qualquer momento. E apenas 575 servidores atuam nos municípios do interior”, disse.

Bahiense também comentou a situação das unidades de Serviço Médico Legal (SML). De acordo com o deputado, hoje o Estado conta com apenas 31 auxiliares de perícia médica legal para atender uma população de mais de 4 milhões de pessoas. “A situação é precária. Em Colatina, tivemos situação de, durante um mês inteiro, termos apenas dois auxiliares de perícia médica legal, quando deveríamos ter pelo menos 10 para formalizar o plantão. Em muitos finais de semana não temos médicos legistas em nenhum dos três SMLs do interior – Linhares, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim. Os corpos têm que ser transportados para Vitória ou serem congelados”, relatou o deputado.

O presidente do colegiado, Luiz Durão, disse que vai solicitar ao governo a realização de concursos públicos para a área de segurança para suprir a falta de efetivo. Além do presidente Durão, a Comissão de Segurança é composta pelos deputados Coronel Quintino, que é vice-presidente; Delegado Danilo Bahiense; Luciano Machado; Bruno Lamas; Marcelo Santos; Theodorico Ferraço; Capitão Assumção e Freitas.

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