Cinco mil tartarugas-verdes foram devolvidas ao mar

Mais do que trabalhar a educação ambiental, o Projeto Tamar tem contribuído para disseminar informações e entregar ao público uma experiência diferenciada

0
47
Todas as tartarugas capturadas e marcadas passam por estudos de biometria, crescimento, padrões migratórios, perfil hematológico, condição de saúde e apresentaram bom estado de saúde e nutrição, atestando a qualidade do efluente industrial da empresa. Foto: Divulgação

Nos 20 anos de parceria entre a ArcelorMittal Tubarão e o Projeto Tamar, 4.940 tartarugas-verdes (Chelonia mydas), espécie em extinção e protegida, foram capturadas, marcadas e devolvidas ao mar. Localizada em Serra, a produtora de aço abriga um movimentado ponto de captura e estudo da espécie. A base de trabalhos do Tamar está instalada na área do efluente final da empresa, onde há grande aglomeração de tartarugas. Elas chegam atraídas, principalmente, pela água calma e morna que favorece a formação de um refúgio seguro e farto de alimentação.

De acordo com estimativas, apenas uma em cada mil tartarugas marinhas chegam à sua fase adulta (30 anos de idade, em média). A sobrevivência da espécie depende, assim, da sua capacidade de conseguir gerar um alto número de novas crias todos os anos. Nesses 20 anos de parceria, um dos principais marcos foi a instalação, em 2012, do Projeto Tamar Vitória, na Enseada do Suá.

Foi construído um grande tanque de observação da tartaruga-verde, aberto para o público. “O Centro de Visitantes representa um apoio fantástico. O tanque, que é o maior com visores do Espírito Santo, permite uma aproximação das pessoas, uma maior sensibilização na questão da educação ambiental. Ele tornou-se um atrativo de interação com as tartarugas”, comentou a bióloga Denise de Borba Rieth.

Mais do que trabalhar a educação ambiental, o Projeto Tamar tem contribuído para disseminar informações e entregar ao público uma experiência diferenciada. “Quando a gente fala de preservação de espécie, estamos falando também da pesquisa que está sendo desenvolvida, gerando conhecimento, que vai se difundir e atingir públicos diversos”, finalizou Rafael Kuster Gonçalves, oceanógrafo e pesquisador.

PUBLICIDADE