Cervejaria Moro, a primeira cervejaria artesanal de Aracruz devidamente registrada

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Gustavo Moro Ribeiro e Lívia Maria Arçari proprietários da Cervejaria Moro.

Em 2014, o casal Gustavo Moro Ribeiro e Lívia Maria Arçari começou a produzir a própria cerveja. A produção, que variava entre 50 e 200 litros, era para o consumo entre amigos, sem finalidade de lucro. Logo, esses amigos manifestaram o desejo de adquirir o produto, o que motivou o casal a empreender. Começava assim a história da Moro, primeira cervejaria artesanal de Aracruz devidamente registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“Somos acostumados em degustar boas cervejas na companhia de amigos. Buscando produtos de melhor qualidade e menos industrializados, desenvolvemos nossa própria receita. Começamos a fazer cerveja em casa, por hobby, mas nos apaixonamos. Com a grande aceitação da nossa cerveja, procuramos orientações e aspectos do processo produtivo para investir nesse ramo de atuação”, comentam Gustavo e Lívia.

Até montar um espaço para degustação e fabricação própria no bairro De Carli (rua Melziade Marciano Musso, n° 345) em 2016, que inclusive conta com um bar anexo, os sócios-proprietários da Cervejaria Moro foram atrás de especialização, tendo viajado por todo Brasil para conhecer casos de sucesso no mercado de cerveja artesanal. Depois, eles compraram o maquinário necessário, adequaram às instalações e solicitaram o registro no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), que foi concedido em 2017.

Embora toda a cerveja seja produzida com base em quatro ingredientes (água, malte, lúpulo e fermento), seus processos de fabricação dão origem a bebidas de diferentes estilos. Na Cervejaria Moro, onde a produção mensal é de cinco mil litros, são nove rótulos no portfólio, sendo a pilsen (cerveja clara e refrescante, da família Lager, de baixa fermentação) e a ipa (cerveja geralmente mais escura, da família Ale, de alta fermentação) os carros-chefes da marca. “O que diferencia um produto do outro é basicamente o tipo de ingrediente selecionado. Além dos ingredientes obrigatórios, pode-se agregar uma lista infinita de outras opções, que conferem sabor, aroma e características específicas à bebida”, destacam Gustavo e Lívia.

Hoje a Moro tem os municípios de Aracruz, Vitória, Serra, Cariacica, Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante e Eunápolis (BA) como os principais mercados consumidores.
Para distribuir seus produtos e fidelizar clientes, a cervejaria aracruzense firmou parceria com notáveis estabelecimentos para instalar seu imponente barril plugado. É o caso do Canto Carioca, Hora Extra, Mamute Espetinho e Pesque-Pague Sítio Santa Joana, além da Churrascaria Broetto, Creperia Paris e Garagem do Espetinho, em Aracruz; Fast Beer, Motor Rockers e The Tap House, em Vitória; House Beer, em Cariacica; Cervejaria Teresense, em Santa Teresa (a Moro se faz presente como cervejaria convidada), Taberna 262, em Venda Nova do Imigrante; e Taberna 64, em Eunápolis (BA).

Os produtos da Moro também chegam aos clientes pelo delivery de growlers, recipientes ideais para quem quer degustar a cerveja artesanal favorita direto da fonte em qualquer lugar. A cervejaria também investiu em um beer truck, trailer com torneiras de chope acopladas que faz sucesso nos eventos. Além disso, a empresa posiciona sua marca com a participação em feiras e festivais do seu segmento e, recentemente, as cervejas Moro, devidamente envazadas em garrafas de vidro, ganharam as prateleiras das lojas de conveniência e supermercados da região.

Enquanto Gustavo se encarrega das etapas e técnicas da fabricação artesanal das cervejas, Lívia fica responsável pela análise sensorial dos produtos. O casal parceiro que segue rigorosamente o manual de boas práticas enfatiza que “todo dia é um aprendizado”. Afinal, eles não param de buscar conhecimento para atender seu público com mais qualidade e produtos diferenciados. “Esse é o caminho para crescer muito mais no mercado, aproveitando uma tendência mundial de interesse pela cerveja artesanal”, pontua o casal.

A linha de produtos da Cervejaria Moro

Morteiro (Pilsen) – é uma cerveja de baixa fermentação, com coloração dourada, límpida e espuma cremosa. Seu paladar apresenta um equilíbrio entre o malte e o lúpulo, com ótima sensação de refrescância.

Lívia Maria (Weiss) – uma homenagem de Gustavo Moro à esposa Lívia Maria Arçari, a cerveja é bem refrescante e de graduação alcoólica moderada. Geralmente no sabor se sobressai o trigo com o qual a cerveja foi produzida, além de sabores de banana, maçã, cravo e florais, o que é bem característico no estilo.

Bah (Hop Lager) – cerveja da família da Lager, ela possui coloração dourada e baixo teor alcoólico, além de baixo amargor.

Rosso (Red Ale) – cerveja com malte balanceado com um dulçor inicial de caramelo ou toffee, de grãos de biscoito, além do toque seco no final.

Melone (Apa, American Pale Ales) – cerveja com teor alcoólico em torno de 5% e quantidades significativas de lúpulo americano. Tem cor acobreada e equilíbrio entre aroma e amargor.

Maria Rita (Session IPA) – uma homenagem de Gustavo Moro e Lívia Maria Arçari à filha, a cerveja é de corpo muito leve, teor alcóolico baixo e coloração amarela bem clara. Pela pouca presença de malte, no sabor destaca-se o amargor dos lúpulos, de características cítricas e levemente resinosas.

Caturama (American IPA) – cerveja com aroma intenso proveniente dos lúpulos. Tem coloração acobreada e amargor potente, porém equilibrado por seu sabor cítrico e teor alcoólico elevado.

Di´ Vino (Chopp de Vinho) – Leve e refrescante, com sabor marcante do vinho.

Preta Velha (Stout) – cerveja produzida com bastante malte torrado (ou cevada tostada), o que lhe confere alto/médio corpo e sabor tostado, além de uma cor muito escura, que é a característica mais marcante desse estilo.

Setor em alta

No ano passado, o Brasil – um dos maiores consumidores de cerveja do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China – chegou a mais de 1,2 mil cervejarias, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que regula o setor e divulga o Anuário da Cerveja. A edição mais recente mostra que o número de cervejarias dobrou no Espírito Santo entre 2018 e 2019, passando de 17 para 34. A maioria delas são artesanais. São consideradas assim as microcervejarias independentes que não estão ligadas a grandes grupos. Globalmente, essas pequenas notáveis também estão em alta. Segundo o relatório Global Craft Beer Market, em 2018 o segmento movimentou 38 bilhões de dólares no mundo todo e a expectativa é que ele cresça 14% ao ano até 2023.

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