Casos de dengue disparam em Aracruz

Para se ter uma ideia, no último mês, quase metade dos atendimentos no Pronto-Socorro do Hospital São Camilo foram casos suspeitos de dengue

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Número de casos de dengue em Aracruz fez prefeitura intensificar ações de combate ao mosquito transmissor nos bairros da cidade. Foto: Jasleon Humberto

Em menos de dois meses, o número de casos confirmados de dengue em Aracruz aumentou 778,43%. De acordo com a secretaria municipal de Saúde, 448 casos da doença provocada pelo mosquito Aedes aegypti foram confirmados neste ano. Em 28 de abril, eram apenas 51 confirmações. O número de casos notificados de dengue também aumentou, passando de 706 para 1.256, um salto de 77,90%.

A situação preocupa. Para se ter uma ideia, no último mês, quase metade dos atendimentos no Pronto-Socorro do Hospital São Camilo foram casos suspeitos de dengue. O que também chama atenção é o fato de os casos confirmados durante 2020 serem oito vezes menores do que o já registrado neste ano, em menos de seis meses.

Buscando reduzir a incidência de dengue, a Prefeitura de Aracruz diz ter intensificado as ações de combate ao mosquito transmissor. Nas localidades não atendidas pelo carro fumacê, que está circulando desde o último dia 24 de maio, agentes de endemias realizam a borrifação com UBV costal. Há também visitas domiciliares, sobretudo nas localidades onde houve crescimento de casos de dengue, para reforçar os cuidados que evitam a proliferação do vetor.

Para depositar seus ovos e se reproduzir, a fêmea do mosquito transmissor da dengue precisa de água parada. Por isso, é importante evitar acúmulo do líquido em recipientes como vasos de plantas, garrafas e pneus, e manter as caixas d’água fechadas.

Sintomas

Os principais sintomas da dengue são febre alta de início repentino, dor de cabeça, dor no corpo e articulações, diarreia, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Também é comum ocorrerem náuseas e vômitos. A coordenadora do Pronto-Socorro do Hospital São Camilo, Dra. Nina Mori Borges, alerta que apesar de ser uma doença comum, a dengue pode evoluir de forma grave. “O ideal é procurar atendimento médico ao início dos sintomas, pois em estágios avançados, ela pode provocar desidratação, hemorragia, choque e levar o paciente a óbito”, destaca a médica.

COMO PREVENIR
Limpe os pratos colocados sob os vasos das plantas, pelo menos, uma vez por semana ou basta enchê-los com areia;
Organize garrafas e vasilhas de boca para baixo, bem como mantenha tanques, barris, cacimbas, poços e tudo mais que possa acumular água, tampados;
Mantenha as caixas d’água fechadas e faça sua limpeza periódica;
Limpe a casa com uma solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) diluída em água (na proporção de uma colher de sopa para cada litro) e despeje-a nos ralos, para eliminar as larvas do mosquito;
Use repelente para afastar o mosquito e evitar picadas.
Caso tenha piscina, trate a água com cloro e limpe-a uma vez por semana;
Lave com escova os recipientes de comida e de água dos animais de estimação no mínimo uma vez por semana;
Mantenha lixeiras tampadas;
Mantenha ralos fechados e desentupidos;
Retire a água eventualmente acumulada em lajes.

Esperanças para conter a dengue

Segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine do último dia 10, a cidade de Yogyakarta, na Indonésia, viu as infecções e hospitalizações por dengue caírem 77% e 86%, respectivamente, após a inserção da bactéria Wolbachia em mosquitos da região. Pesquisadores verificaram que a Wolbachia, presente em moscas de frutas e outros insetos, impede a propagação do vírus no Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Eles esperam que este método seja uma arma decisiva no combate a essa doença. “É o resultado que esperávamos há muito tempo. Temos prova de que o método Wolbachia é confiável”, disse Scott O’Neill, que dirigiu o estudo.

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