Casos de dengue crescem em Aracruz

A Prefeitura de Aracruz lembra que a responsabilidade de eliminar focos de reprodução do mosquito e, portanto, das doenças que ele transmite, é de todos

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Ação de bloqueio e controle de criadouros do Aedes aegypti no bairro Vila Nova, em Aracruz. Foto: Vinícius Gardiman/Secom PMA

Dados divulgados pela secretaria de Saúde de Aracruz mostram um avanço da dengue no município. Entre janeiro e fevereiro deste ano, oito casos da doença transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti foram confirmados e 197 notificados. Agora, menos de dois meses depois, são 42 casos confirmados e 303 notificados, um salto de 425% no número de confirmações e de 53,8% no de notificações em relação ao registrado no primeiro bimestre do ano.

A fêmea do Aedes aegypti, que necessita de sangue para que os ovos – normalmente depositados em paredes de objetos ou locais próximos à água parada – amadureçam, também transmite outras duas doenças: zika, que soma um caso confirmado e 17 notificados este ano em Aracruz, e chikungunya, que apesar de nenhuma confirmação este ano no município, já contabiliza sete notificações.

Embora equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tenham intensificado ações de bloqueio e controle de criadouros do Aedes aegypti, sobretudo, no entorno dos locais onde foram registrados novos casos de dengue, a Prefeitura de Aracruz pede maior conscientização da população e lembra que a responsabilidade de eliminar focos de reprodução do mosquito e, portanto, das doenças que ele transmite, é de todos.

Na prevenção a dengue, zika e chikungunya é recomendável lavar com escova e sabão pelo menos uma vez por semana os pratos dos vasos de plantas em que não há areia e que tiveram acúmulo de água, já que apenas jogar o líquido fora não é suficiente. Além disso, não se deve deixar jarras, potes e baldes com água destampados. Garrafas sem uso devem ser embaladas e guardadas de cabeça para baixo em locais cobertos. Caixas d’água precisam ser fechadas com tampa, e é vital não descartar lixo em locais onde não há coleta, como terrenos baldios.

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