Carta Fabril não libera área e inviabiliza refinaria em Aracruz

Município já judicializou o pedido de devolução

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Foto Ilustrativa/Divulgação

A Prefeitura de Aracruz, por meio da secretaria de Desenvolvimento Econômico, informou que até o presente momento a Carta Fabril – que fez obras no local e depois desistiu de implantar a fábrica de papéis tissue – não devolveu a área de 550 mil metros quadrados ao município, que já judicializou o pedido de devolução. Assim, corre risco do grupo carioca Noxis desistir de construir a refinaria de petróleo na área que seria permutada com a Suzano.

Paralelamente a isto, a prefeitura mantém diálogo com a Carta Fabril com o intuito de não ter que esperar por todo o demorado trâmite processual, onde a possibilidade de êxito para a municipalidade é muito grande. Desta forma, enquanto a prefeitura aguarda este trâmite, ela avalia as áreas para fazer a negociação de possível troca com a Suzano, que tem demonstrado interesse e, principalmente, parceria nos investimentos propostos para aquela região.

Com relação à refinaria Noxis C Ômega, a prefeitura já apresentou uma possível área para a empresa que está fazendo o estudo de viabilidade. Este local, de propriedade da Suzano, fica na rodovia ES-257, entre o viveiro e o aeródromo. Em nota à reportagem da FOLHA DO LITORAL, a Suzano reitera o seu empenho na busca pela viabilização de projetos que contribuam para o desenvolvimento do município.

No caso específico da refinaria, a empresa identificou a área a ser permutada com a Prefeitura de Aracruz, que se manifestou favorável à solução apresentada. No momento, a Suzano está dando sequência aos trâmites internos para a liberação do terreno e, paralelamente, “é necessário que a área que abrigaria a Carta Fabril, que será objeto da permuta, também esteja liberada. A evolução do processo depende dessa liberação”.

O projeto
O prefeito Jones Cavaglieri tem a intenção de ceder o terreno onde seria construída a fábrica de papel da Carta Fabril à Companhia Brasileira Noxis Energy, mas a Suzano alega que a área fica muito perto das operações da fábrica, o que deixa a indústria de celulose com receio de alguma contaminação. O grupo carioca Noxis Energy cobra, pelo menos duas vezes por semana, uma posição da administração municipal sobre a área prometida para a instalação da refinaria de petróleo.

30 hectares
O empreendimento da Noxis requer uma área de 30 hectares, ou seja, 300 mil metros quadrados, o equivalente a 30 campos de futebol. O investimento na construção da refinaria é superior a R$ 2 bilhões, gerando cerca de mil empregos nos três anos de obras e outros 120 diretos e 500 indiretos na operação. A maior parte da produção (35% a 40% do total) será de óleo bunker (usado também como combustível para navios), seguida de diesel (de 30% a 35%) e gasolina (de 20% a 25%).

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