Cães e humanos compartilham sensibilidade às emoções

Estudo revela que ambos o seres acionam partes equivalentes do cérebro na ação

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Foto Ilustrativa: Divulgação

O cérebro dos cães e dos humanos é semelhante, pelo menos em relação à comunicação e às emoções, segundo um estudo. A pesquisa, publicada na revista Current Biology, é a primeira a comparar as funções cerebrais de humanos às de animais não primatas. Os pesquisadores constataram que tanto cães como homens aprenderam a perceber as emoções alheias ao longo de sua evolução.

O pensamento acompanha a seguinte linha de raciocínio: se conseguimos perceber se uma pessoa ou um cão está feliz, triste ou pronto para brigar, e os cachorros podem fazer a mesma analogia. Os resultados sugerem que eles também ativam mecanismos cerebrais parecidos para processar informações sociais. Talvez isso explique o êxito da comunicação vocal entre as duas espécies.

Quando você diz alguma coisa para seu cachorro e ele parece entender, há uma boa chance de que ele realmente tenha compreendido — pelo menos, quanto às emoções que você está transmitindo. Para o estudo, foram realizados exames de ressonância magnética em humanos e cães, especialmente treinados para ficar imóveis dentro do equipamento.

Os pesquisadores monitoraram a atividade cerebral dos dois grupos enquanto ouviam cerca de 200 sons de cães e humanos, de gemidos e choros a risos e latidos. Quando ouviam vozes, tanto cães como humanos ativavam áreas semelhantes do cérebro. No entanto, os cães reconheciam melhor os sons de sua própria espécie.

Uma das diferenças ressaltadas é que, nos cães, 48% das regiões cerebrais sensíveis ao som reagiam mais intensamente a ruídos que a vozes. Já nos humanos, apenas 3% dessas regiões mostraram reações mais intensas a sons não vocais.

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