Brasão retrata origens e marcos de Aracruz

Estampado na bandeira da cidade e usado como timbre nos documentos oficiais da Câmara Municipal e da Prefeitura, o Brasão Oficial foi instituído em 12 de junho de 1975 pela Lei 95/75

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Foto: Arquivo Folha do Litoral

Quando completou 127 anos, em 1975, Aracruz ganhou sua identidade visual definitiva. Criado pelo heráldico Arcinoé Antônio Peixoto de Faria, o Brasão Oficial, estampado na bandeira da cidade e usado como timbre nos documentos oficiais da Câmara Municipal e da Prefeitura, foi instituído em 12 de junho de 1975 pela Lei 95/75, aprovada pelo saudoso ex-prefeito Primo Bitti, no seu terceiro mandato.

O ex-vereador Aurício Modenesi (in memoriam) acompanhou o processo de criação do Brasão e explicou no livro “Faça-se Aracruz” (1997) as origens dos marcos retratados no emblema. No centro do brasão, a cruz e a faixa azul que a atravessa com a frase latina “Esse Agnus Dei” (Eis o Cordeiro de Deus) – dita por São João Batista, padroeiro de Aracruz, ao batizar Jesus – representam o espírito cristão aracruzense e as origens cristãs do município.

As águas correntes e o peixe, abaixo da cruz, expressam a fonte de abastecimento de boa parte da população, o mar e seu produto, a pesca. As chaminés, nas laterais do brasão, identificam as indústrias em atividade no município. As toras de madeira, por trás das chaminés, lembram o que já foi uma grande fonte de riqueza do município: a industrialização da madeira.

O segmento de muralha dos antigos castelos da Era Feudal, acima do brasão, passa a ideia da realeza e nobreza de um povo que mereceu a visita de sua Majestade Imperial, Dom Pedro II, em fevereiro de 1860. A faixa vermelha com a menção “ARACRUZ – 3 DE ABRIL DE 1848”, à frente das toras de madeira, destaca a data da Resolução Provincial n° 2, que criou o município, então com o nome de Santa Cruz, pelo saudoso ex-prefeito Luiz Theodoro Musso.

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