Barreiras sanitárias começam a funcionar em rodovia que corta aldeias indígenas de Aracruz

A preocupação com a população indígena se dá, principalmente, pelo modo de vida culturalmente adotado por ela

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Barreira sanitária é montada em rodovia que corta aldeias indígenas em Aracruz. Foto: Divulgação/MPF-ES

Duas barreiras sanitárias foram instaladas na rodovia estadual que corta as aldeias indígenas de Caieiras Velha e Irajá, em Aracruz. Elas começaram a funcionar na terça-feira 26 e têm o objetivo de conter o avanço da contaminação com o coronavírus. Elas funcionarão, a princípio, por três semanas e serão abordados todos os veículos e pessoas que passarem pelas aldeias.

De acordo com o Painel Covid-19, plataforma usada pelo Governo do Estado para divulgar os casos de coronavírus, 13 indígenas já contraíram a doença. Quatro deles são de Aracruz, sendo três da aldeia Pau Brasil. A preocupação com a população indígena se dá, principalmente, pelo modo de vida culturalmente adotado por ela, como explica o procurador da República em Linhares, Paulo Henrique Trazzi.

“As populações indígenas possuem características socioculturais específicas, como famílias ampliadas, habitação em casas coletivas e compartilhamento de utensílios. Seu modo tradicional de vida pode facilitar o contágio exponencial da doença nas aldeias e, muitas vezes, os indígenas também apresentam uma vulnerabilidade maior em seus organismos, o que requer atenção especial em um momento de pandemia”.

Atuam nas barreiras os profissionais de saúde da secretaria especial de Saúde Indígena (Sesai/Funai), lideranças indígenas e policiais militares do 5º BPM. A coordenação do trabalho está sendo feita pelo servidor da Funai, Lindomar José de Almeida Silva. Os insumos utilizados nas abordagens (álcool, máscaras, medicamentos, protetores faciais e luvas) foram doados pelas empresas Imetame Metalmecânica e Suzano, que atuam no município.

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