Barra do Sahy e outras nove praias de Aracruz podem ter sido atingidas por vestígios do óleo

Fragmentos foram enviados para análise e, de acordo com a Prefeitura de Aracruz, ainda não é possível afirmar se o material recolhido é o mesmo que atingiu o Nordeste do país

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Praia de Barra do Sahy, em Aracruz. Foto: Divulgação/Secom Aracruz

Vestígios do óleo que poluiu o litoral do Nordeste podem ter sido recolhidos em Barra do Sahy, Santa Marta, Putiri, Mar Azul e pelo menos outras seis praias de Aracruz entre quarta-feira 13 ontem 14. Com diâmetro de um a quatro centímetros, os fragmentos – localizados durante a vistoria diária que está sendo realizada na orla do município – foram encaminhados para análise laboratorial, que confirmará se é a mesma substância que afetou também outras cidades no Norte do Estado. “De nenhum deles recebemos nenhuma confirmação das análises que estão sendo realizadas por laboratórios da Marinha”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, Edgar Allan Martins.

Além de Barra do Sahy, Santa Marta, Putiri e Mar Azul, os fragmentos suspeitos foram localizados na Praia do Sauê, Praia dos Padres, Praia da Baleia (conhecida por Praia de Gramuté), Praia da Biologia, Praia do Curral e Praia Formosa.

Martins descartou a informação divulgada no site do Ibama de que em Praia Formosa havia sido confirmada a presença do resíduo. O órgão ambiental, em nota, também negou a confirmação, apesar de ter divulgado no seu ‘levantamento de localidades atingidas’ que a praia aracruzense havia sido afetada. De acordo com o Ibama, duas pequenas amostras colhidas no local na terça-feira 12 foram encaminhadas para análise no Instituo de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira em Arraial do Cabo (RJ), não sendo possível, no momento, afirmar que é o mesmo óleo que atingiu o Nordeste do país.

Sem confirmação de que o material recolhido trata-se do mesmo óleo que atingiu o Nordeste do país, a Prefeitura de Aracruz permanece em estado de alerta. Ontem 14, 30 militares direcionados ao município pelo comando da Marinha fizeram reconhecimento do território junto com servidores municipais e, a partir desta sexta-feira 15, irão integrar as equipes de monitoramento das praias locais.

Em nota, a Prefeitura de Aracruz informou que o município (que já conta com gabinete de crise, com cerca de 100 servidores capacitados, além de 200 voluntários para atuarem na limpeza dos possíveis pontos contaminados) está adotando as ações necessárias para resposta imediata ao desastre ambiental. Qualquer vestígio de óleo será recolhido e corretamente descartado, garantindo assim a balneabilidade das praias. Caso seja encontrado óleo na orla aracruzense, a administração municipal pede que o cidadão não toque ou colete o material. A orientação é acionar imediatamente a prefeitura através do celular 99830-9142.

O mapeamento das áreas que podem ser afetadas na cidade inclui duas unidades de conservação. Uma delas é o Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Santa Cruz, de gestão do ICMBio, e ainda a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, que inclui o litoral de Aracruz, Fundão e Serra. “São ecossistemas sujeitos a contaminação. Temos em nossa costa as lateritas, formações rochosas que sofrem intemperismo e que são áreas muito sensíveis e onde será difícil limpar se o óleo entrar em contato”, explica Edgar Allan Martins. Outra preocupação é com os manguezais da cidade, incluindo o maior do Estado em extensão, associado aos rios Piraqueaçu e Piraquê-Mirim.

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