Assentamento Piranema continua isolado de Fundão

A FOLHA DO LITORAL já publicou três reportagens sobre o assunto. Na primeira, o prefeito Joilson Rocha Nunes disse que uma nova ponte não seria construída ali tão cedo.

0
18
Ponte de Piranema a cada enchente do rio Fundão

Prejudicando cerca de 200 pessoas que moram no Assentamento Piranema, na zona rural de Fundão, a cinco quilômetros da sede, no sentido de Praia Grande, uma ponte caída há quatro anos ainda não foi consertada pela prefeitura, obrigando as pessoas a uma volta de 11,5 km para chegar em casa.

Sem acesso para a sede de Fundão, os moradores do Assentamento Piranema estão isolados desde maio de 2017, quando a cheia do rio Fundão destruiu a ponte. A prefeitura montou uma passagem provisória, suficiente para pedestres e motos, mas uma nova enchente, em março deste ano, levou a passarela de madeira e arrancou as manilhas, obrigando a quem tem carro a dar uma volta de 11,5 km, sendo 4,5 km em estrada de chão até a BR-101, em Timbuí, e dali mais 7 km até a cidade. Da ponte caída até Fundão, pela rodovia ES-261, são apenas 5 km.

A FOLHA DO LITORAL já publicou três reportagens sobre o assunto. Na primeira, o prefeito Joilson Rocha Nunes disse que uma nova ponte não seria construída ali tão cedo. Um termo de referência foi encaminhado em 3 de janeiro deste ano pelo secretário municipal de Agricultura, Flávio Gonçalves, solicitando a contratação de empresa especializada para a retirada dos escombros e colocação de nova ponte pré-moldada no local, com três vigas de 12 metros de comprimento e peso de 21 toneladas.

A Assessoria de Comunicação da prefeitura informou, em nota, no final de janeiro, que o processo estava no setor de compras para a abertura de processo licitatório, e o tempo decorrido dependerá da manifestação e regularidade das empresas interessadas, e no momento, não há previsão de quando será a execução do serviço. Foi feita apenas a contratação de uma máquina para retirar os escombros e a prefeitura aproveitou as vigas para fazer uma passarela improvisada e insegura após a segunda enchente.

Sem ponte, sem passarela e estrada intransitável devido à falta de cascalho nos pontos críticos, as crianças continuam sem transporte escolar e os moradores com dificuldade para sair da localidade. E quem precisar de socorro médico não pode contar com as ambulâncias, impossibilitadas de chegar ao local. A comunidade já conversou com o prefeito eleito, Gilmar Borges, e espera que a obra seja executada com urgência.

PUBLICIDADE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui