Assembleia instala piso com sinalização tátil para cegos

Foram utilizadas 1.650 placas direcionais e 635 peças de alerta.

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Medida de acessibilidade, com a utilização de 1.650 placas direcionais e 635 peças de alerta, foi adotada pelo presidente Erick Musso em razão dos serviços prestados no Legislativo para o público externo, no Espaço Assembleia Cidadã

Por Patrícia Bravin
O Legislativo estadual tem uma novidade para os visitantes e para quem busca os serviços gratuitos prestados no Espaço Assembleia Cidadã, especialmente para os que apresentam deficiência visual. Apesar de ainda estar fechada ao público em função da pandemia, a Casa deu importante passo no quesito acessibilidade com a instalação de piso com sinalização tátil, por determinação do presidente Erick Musso.

A instalação começou a ser projetada no ano passado. “Era inicialmente uma demanda da comunicação interna para adequar o Legislativo às novas diretrizes da gestão da Assembleia, que era abrir a Casa para a prestação de diversos serviços ao cidadão”, explicou o coordenador técnico e operacional Charles Scárdua.

Ele lembra que além dos trabalhos parlamentares, só havia uma agência bancária no Palácio Domingos Martins, mas hoje já existe outra agência, Procon, serviço de emissão de identidade, Procuradoria da Mulher e Delegacia do Consumidor. “E precisávamos garantir que o acesso a esses serviços fosse o mais abrangente possível. Uma questão de cidadania”, salientou o coordenador.

Os estudos e a execução da obra ficaram por conta da Diretoria de Infraestrutura e Logística da Casa. A arquiteta Denise Aquino conta que foram utilizadas 1.650 placas direcionais e 635 peças de alerta. “Elas foram instaladas em três andares e nos corredores de acesso aos locais com atendimento ao público, como biblioteca, restaurante, galerias, auditórios e plenários, além dos serviços prestados pelo Espaço Assembleia Cidadã, de forma que agora o cego e as pessoas com baixa visão conseguem percorrer nossos espaços com autonomia e mais segurança”, detalha.

Com um custo de R$ 23.483,00, todo o trabalho foi baseado nas orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 9050, que trata de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Segundo a norma, o piso tátil (ou podotátil) é caracterizado pela diferenciação de textura em relação ao piso adjacente, destinado a constituir alerta ou linha guia, perceptível por pessoas com deficiência visual. A sinalização tátil no piso pode ser do tipo de alerta ou direcional. Ambas devem ter cor contrastante com a do piso adjacente e podem ser sobrepostas ou integradas ao piso existente.

A medida agradou a União de Cegos Dom Pedro II, que traz demandas com frequência aos deputados. “As pessoas com deficiência devem exercer seus direitos. É importante que essa medida seja estendida a todos os prédios públicos para que tenhamos fácil acesso e independência para frequentar esses locais”, pleiteia o presidente da entidade, Carlos Ajur Cardoso.

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