Árvore no Irajá é tomada por teias gigantes de aranhas

De acordo com informações do biólogo Lucas Barreto, o fenômeno não é muito raro e geralmente ocorre em épocas mais chuvosas

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Foto: Eduardo França Neto

Ganhou as manchetes da imprensa capixaba as fotos do servidor municipal Eduardo França Neto, de Aracruz, mostrando as teias gigantes de aranhas que tomaram toda a copa de uma árvore, na comunidade indígena de Novo Irajá, formando uma espécie de véu de noiva.

França passa todos os dias pelo local, a trabalho, e fez um vídeo sobre o fenômeno, na manhã de quarta-feira 16. “A árvore, que fica na beira da rodovia Primo Bitti e perto de uma casa, é uma mangueira, e quem a vê pensa logo que está coberta por uma espécie de véu de noiva”, disse o servidor à imprensa de Vitória.

De acordo com informações do biólogo Lucas Barreto, “esse fenômeno não é muito raro e geralmente ocorre em épocas mais chuvosas. Segundo ele, os pequenos fios são tecidos feitos pelas chamadas aranhas sociais. Elas vivem em um aglomerado de aranhas e estão sempre em conjunto, ou seja, isso faz com que tenha, pelo menos, mil dessa espécie na árvore”.

E continua: “Elas fazem essas teias gigantes para aumentar a probabilidade de captura de insetos. Isso ocorre mais em épocas chuvosas, que tem um maior número de insetos que voam e servem de alimentos para essas aranhas“. Segundo o biólogo, as aranhas ficam alguns meses no local e depois desaparecem. Barreto esclareceu ainda que essas aranhas não são venenosas e não apresentam perigo para o ser humano.

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