Artista da Irlanda lança músicas após inspiração no mosteiro de Ibiraçu

Cantor famoso, com o nome de Loafing Hero, fez residência artística no Mosteiro Zen de Ibiraçu e lançou novo disco: "Impressionado com a beleza e energia"

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Fotos: Divulgação

“Jabuti”, o novo disco do cantor Loafing Hero – alter-ego musical do filósofo e professor universitário Bartholomew Ryan – foi inspirado na viagem que o artista fez ao Brasil no fim de 2019. Na ocasião, o Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu, onde fica hoje o Buda gigante do Espírito Santo, serviu de residência artística e inspiração para o irlandês. À época, a estátua ainda não estava inaugurada, mas já estava em processo de construção (o Buda começou a ser feito em 2019 e inaugurado em 2021).

“No fim de 2019 visitei o Brasil e no início de 2020 morava numa residência artística no Mosteiro Zen budista, no meio da floresta atlântica do Espírito Santo. Estava completamente sozinho na minha casa de vidro como residência, mas com macacos, pássaros, sapos, cobras e jabutis como companhia, e havia alguns monges morando em uma casa a poucos quilômetros de distância”, explicou ele, em entrevista ao portal Lux Woman, de Portugal.

E continuou: “Não sabia o que iria fazer no mosteiro até lá chegar. Talvez escrever poemas, ou começar um livro, ou talvez compor canções. Assim que cheguei, fiquei impressionado com a beleza e energia do lugar, e de repente estava a escrever uma música do nada, todos os dias, sem exceção. Quando saí do mosteiro, tinha uma coleção de músicas novas, mas ainda não sabia o que faria com elas. Simplesmente continuei as minhas viagens ao Norte do Brasil – pelo Espírito Santo e Bahia até ao interior do Ceará”.

“Sempre tive e senti uma forte relação e conexão com o Brasil – especialmente com o interior. Quando fui para o mosteiro, foi a quarta vez que estava de visita ao país. A minha ideia de alegria, paz, aventura e magia sempre foi estar com rios e florestas enormes – onde vivem muitos e diversos animais. E, apesar da destruição contínua das florestas do mundo, o Brasil ainda tem extraordinários rios e florestas, e imensa diversidade de vida. Também, a literatura de modernismo do Brasil ajuda-me o espírito e a abrir a minha imaginação”, termina.

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