Aracruz tem aniversário mais triste de sua história

Aracruz faz hoje 03 os seus 172 anos, sem ter o que comemorar com a pandemia do coronavírus. É o aniversário mais triste de sua história, com grande parte dos moradores confinados em suas casas

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Contemplar a bela natureza de Aracruz do alto do Morro do Aricanga serve como um pouco de alento para amenizar a tristeza dos aracruzenses neste momento de crise. Foto: Manuela Vervloet Salvadeo

Com economia emergente e rico em pontos turísticos, como as praias que o cercam, o município de Aracruz faz hoje 03 os seus 172 anos, sem ter o que comemorar com a pandemia do coronavírus. É o aniversário mais triste de sua história, com grande parte dos moradores confinados em suas casas.

Aracruz é considerado um ponto estratégico de fácil acesso e com boa estrutura logística, o que possibilita boas perspectivas comerciais. Possui como um dos seus principais pontos turísticos as belas praias de Barra do Sahy, a mais conhecida e mais visitada, além das de Mar Azul, Putiri, Praia dos Padres, Coqueiral, Barra do Riacho e Santa Cruz.

Além disso, em seu território existem restingas e manguezais; a cidade guarda também riquezas culturais, como construções históricas e aldeias indígenas. A grande quantidade de indústrias abastece a economia e ainda possui um porto construído principalmente para o transporte de celulose, produto mais encontrado em Aracruz, uma unidade da Suzano e o Estaleiro Jurong.

História
Toda a história do município começou com um aldeamento jesuíta de Aldeia Nova, na margem do rio Piraquê-açu, em 1556. Em 1832, o imigrante italiano Pietro Tabacchi chegou à região de Santa Cruz e fundou a Fazenda Nova Trento, em homenagem à sua terra natal. Ele era natural do Tirol, atualmente uma província autônoma da Itália, e foi o responsável pela chegada de 386 pessoas oriundas do Império Austro-Húngaro (sobretudo da região da Valsugana, no Tirol) e do Reino da Itália (duas famílias do Vêneto), saindo do Porto de Gênova em 3 de janeiro de 1874 e trazendo consigo instrumentos agrícolas. Foi o início da colonização italiana no Brasil.

No decorrer de sua formação o município teve diversos nomes, como Santa Cruz, Sauassu e por fim, Aracruz. Sauassu em tupi-guarani significa macaco grande e essa denominação foi dada ao local (hoje é a cidade de Aracruz – altar da cruz) devido a região ser de mata fechada e habitada por macacos de grande porte. Esses animais atraíam a atenção dos trabalhadores da região na época dos imigrantes italianos. Por não existirem na Itália, os macacos, com suas algazarras, atraíam a atenção de trabalhadores da região e principalmente dos imigrantes italianos estabelecidos no município.

Com a Resolução nº 02, em 3 de abril de 1848, foi criado o município de Santa Cruz (hoje Aracruz), com sede na Vila de Santa Cruz. Mas somente em 1891 a Vila de Santa Cruz foi elevada à categoria de cidade, em base no Decreto Estadual nº 19. Tornou-se muito próspero, com um movimentado porto fluvial no rio Piraquê-açu. Mas o desenvolvimento do porto foi prejudicado pelas construções da Estrada de Ferro Vitória a Minas e da rodovia BR-101, em 1940.

A transposição da sede foi aprovada na Câmara de Vereadores em 1948. No entanto, houve descontentamento em grande parte da população do distrito de Santa Cruz. No dia da mudança, foi chamado reforço policial, pois se temia a reação pública. A transferência ocorreu somente dois anos depois, durante o governo de Luiz Theodoro Musso. Vale ressaltar que a transposição da sede foi feita com o intuito de unir os vários distritos, dado que a nova sede encontrava-se estrategicamente localizada no meio do município.

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