Aracruz perde fábrica de bio-óleo por falta de florestas

A informação é de uma fonte confiável da empresa, relatada aos jornalistas presentes à reunião de apresentação dos novos diretores, antes do carnaval

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Plantação de eucalipto. Foto: Divulgação

A impossibilidade ambiental de plantio de novas florestas de eucalipto no entorno da fábrica de celulose, em Barra do Riacho, Aracruz, inviabiliza a Suzano a construir no município a fábrica de bio-óleo, impactando a economia local e se juntando aos fracassados projetos – Carta Fabril, Nutripetro, Zona de Processamento de Exportação e refinaria de petróleo – que morreram no nascedouro.

A informação é de uma fonte confiável da empresa, relatada aos jornalistas presentes à reunião de apresentação dos novos diretores, antes do carnaval. O questionamento foi feito pela reportagem da FOLHA DO LITORAL. A indústria é detentora exclusiva do processo de fabricação de bio-óleo no Brasil.

Cerca de 70% da madeira usada no processo de fabricação da celulose poderia ser aproveitada na produção de bio-óleo. O que isso significa? Com a mesma madeira usada para fazer 100 mil toneladas de celulose, a Suzano consegue produzir cerca de 30 milhões de galões de 3,78 litros de bio-óleo/ano.

O Iema até concedeu a Licença de Instalação (LI) para a fábrica em Barra do Riacho, ao lado da fábrica de celulose da Suzano, quando ainda era Fibria. O bio-óleo seria usado no aquecimento de caldeiras industriais e no processamento de petróleo para produzir gasolina e diesel.

O investimento previsto era de R$ 500 milhões, gerando de 500 a mil empregos, com a planta industrial construída em dois anos. A fábrica iria usar cascas e resíduos de madeira de celulose produzidos na própria sede da empresa, em Aracruz. O bio-óleo, também conhecido como biopetróleo, pode ser usado como aquecimento doméstico, fertilizantes orgânicos, aditivos e combustíveis.

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