Aracruz discute questões de saúde e educação indígenas

Também foram discutidas a realização de concursos públicos específicos

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Foto: Humberto De Marchi/SECOM PMA

O prefeito de Aracruz, Dr. Coutinho, recebeu uma comissão de caciques das etnias Tupiniquim e Guarani para tratar de questões relacionadas à saúde e educação, acompanhada da professora de Educação Escolar Indígena, Andréa Tupiniquim; e a coordenadora das Unidades de Saúde Indígenas, Roseane Toffoli.

A professora Andréa, que representa a comunidade na secretaria municipal de Saúde, fez um desenho de como está a educação escolar indígena em Aracruz: “Com muita luta coletiva conseguimos ter bastante progresso, sendo que não tínhamos pessoal e escola própria. Hoje, temos nossas escolas e maior infraestrutura, porém, temos que avançar mais, principalmente na normatização da educação, caso contrário, esse gargalo sempre existirá e dificultará nossa especificidade e garantia de direitos”.

Ainda de acordo com Andréa, um dos maiores desafios é dar prosseguimento ao processo seletivo para a contratação de mais professores da Educação Infantil, pois cada comunidade tem sua demanda, assim como os agentes administrativos. “Infelizmente, perdemos a rescisão de contratos no ano passado. Precisamos dar celeridade a esse processo para que tenhamos esses profissionais no início do ano letivo”, cobrou.

Também foram discutidas a realização de concursos públicos específicos, ampliação da Escola Caieiras Velha, construção de outra na aldeia de Córrego do Ouro e disponibilização de internet e televisores para ajudar a levar os conteúdos escolares. A secretária de Educação, Jenilza Spinassé, afirmou que entende tudo que a comunidade indígena precisa e que correrá atrás dessas questões consideradas emergenciais. “O edital de contratação está sendo finalizado. Estamos com o material pronto e vamos garantir os profissionais no início do ano letivo”, disse.

A coordenadora das Unidades de Saúde Indígenas, Roseane Toffoli, disse que as demandas mais urgentes estão relacionadas com os gargalos na infraestrutura dos prédios que abrigam as UBS’s, equipamentos antigos, falta de insumos e medicamentos, veículos, motoristas, combustíveis, além da pandemia, pois os indígenas pertencem ao grupo de risco.

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