Aracruz 172 anos: um aniversário de reflexão

O momento não permite que os aracruzenses, sejam eles de nascença ou de coração, se reúnam presencialmente para celebrar mais um aniversário do município que – com crise ou sem crise – continuará os acolhendo, mas traz uma boa oportunidade de reflexão

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Letras que traduzem amor: o monumento “Eu Amo Aracruz” é atração na Praça Monsenhor Guilherme Schmitz. Foto: Kely Aliny Neves

Celebrado nesta sexta-feira 03, o aniversário de 172 anos de emancipação política de Aracruz ficará marcado pelas medidas restritivas, suspensões e novas rotinas impostas pela pandemia do Covid-19, um tipo inédito de coronavírus, que, em nível global, tem causado impacto e levado incertezas a diversos setores da sociedade.

Uma notícia preocupante é que Aracruz – em situação de calamidade pública – registrou o primeiro caso confirmado da doença que aflige o mundo. Apesar disso, o fato dos casos descartados do novo coronavírus (já são 14, de acordo com o 35° Boletim de Covid-19 da secretaria de Estado da Saúde) estarem aumentando no município é um ponto positivo.

Falando especificamente de Aracruz, o momento pede atuação, sobretudo, da gestão municipal e é notável que ela tem se esforçado para conter os avanços do Covid-19 por aqui. Mas como vai ser quando a maior crise contemporânea da humanidade passar? O sistema de saúde do município terá ainda mais foco e atenção? Haverá uma espécie de poupança para ajudar o município em situações como a atual?

E os profissionais da área de saúde que atuam na linha de frente contra o vírus, bem como os guerreiros da retaguarda que continuam nas ruas e fazem com que serviços essenciais não parem em tempos de isolamento social. Eles serão mais valorizados? É o mínimo que se espera dentre outros tantos questionamentos.

O momento não permite que os aracruzenses, sejam eles de nascença ou de coração, se reúnam presencialmente para celebrar mais um aniversário do município que – com crise ou sem crise – continuará os acolhendo, mas traz uma boa oportunidade de reflexão para que ao final desse contexto de pandemia, todos – desejando um promissor novo tempo – retomem suas rotinas, vivenciando o dia a dia com maior alegria, empatia, fraternidade, fé e gratidão.

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