Após o “Pó Preto” e a “Lama”, agora é a “Lama Preta”

Por Renzo Vasconcelos

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O Espírito Santo enfrenta diversos problemas ambientais, o “Pó Preto”, que aflige a saúde da população da região metropolitana, a “Lama” que matou o Rio Doce e impacta na economia e saúde da população do interior do estado e agora a “Lama Preta” (petróleo) que vem avançando pelo país e já chegou a costa do nosso Estado.

Cidades como São Mateus, Conceição da Barra, Linhares e Aracruz, já encontraram sinais do vazamento ocorrido no norte do país. O grande problema deste óleo cru, segundo especialistas, é a sua densidade, ou seja, por se tratar de um tipo extra-pesado este tende a submergir e, em contato com a areia, tornam-se difícil de ser removido.

O Espírito Santo é o 10º Estado brasileiro a ser atingido pelo petróleo desde que as primeiras manchas foram avistadas em 30 de agosto deste ano.

A mobilização necessária para o enfrentamento deste desastre ambiental demandará um conjunto de esforços sem precedentes na história do país. Diversas Universidades Federais já iniciaram estudos interessantes quanto aos impactos e desafios a serem enfrentados. Dentre as maiores preocupações estão os corais marinhos e os estuários dos rios, os quais apresentam uma maior dificuldade de remoção do óleo.

Nesse cenário importante destacar que as Universidades deverão, mais do que nunca, contar com adequada alocação de recursos necessários à pesquisa e estruturas adequadas para desenvolverem suas atividades a contento, exigindo-se do governo federal um esforço complementar, seja na disponibilização de recursos ou na designação de órgãos federais para atuação, este último, já vem sendo feito de forma efetiva.

Além disso, ao que tudo indica, os efeitos desse derramamento podem ser nocivos também para população, já havendo relatos de intoxicação por voluntários após o manuseio do óleo nas praias, e por banhistas que já relataram irritações ao entrarem nas praias onde o óleo fora avistado.

O turismo e a vida marinha de uma região importantíssima para o meio ambiente capixaba estão em risco. O poder público precisará se posicionar diante de mais esse desafio, lembrando a letra de nosso hino, “Temos fé, temos crença a fartar” que com união enfrentaremos esse desafio.

O artigo foi escrito pelo deputado estadual Renzo Vasconcelos (Progressistas-ES)

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