Amear ouve propostas dos candidatos a prefeito de Aracruz

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Adilson Simão (PT), Alcântaro Filho (PSD), Dr. Coutinho (Cidadania), Evilasio Costa (PDT), Jones Cavaglieri (Solidariedade), Major Wallace (PRTB) e Paulo Neres (PSC) são os candidatos a prefeito de Aracruz. Fotos: Divulgação

Convidados pela Associação Movimento Empresarial Aracruz e Região (Amear), os sete candidatos à Prefeitura de Aracruz apresentaram as suas principais ações de governo em relação à mobilidade urbana, geração de empregos, educação, saúde etc. Todas as opiniões estão disponíveis no canal da entidade no YouTube.

A mobilidade urbana é um fator que impacta o dia a dia do cidadão aracruzense. Já faltam lugares para estacionar e em horários de pico ocorrem engarrafamentos. Por isso, quais são seus planos para a mobilidade do município?

ADILSON SIMÃO (PT): A mobilidade urbana é um fator problemático que temos em Aracruz. Precisamos melhor bastante. Sobre estacionamento no centro da cidade, precisamos junto à CDL buscar meios de melhorá-lo, uma vez que são os comerciantes quem mais perdem com isso. Precisamos incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e estudar a possibilidade de mão única em algumas ruas para facilitar o tráfego.

ALCÂNTARO FILHO (PSD): A mobilidade é o desafio de toda cidade em crescimento. Em Aracruz não é diferente. Vamos soltar o freio de mão para Aracruz crescer como nunca cresceu e, para isso, a gente precisa tratar a mobilidade urbana como uma de nossas prioridades. A municipalização do trânsito é primeira medida que vamos adotar. Isso vai nos permitir ter maior controle sobre a gestão da mobilidade urbana. Com base técnica, vamos dialogar com a Amear, a CDL e a sociedade aracruzense medidas como a implantação do estacionamento rotativo e a alternância de sentido de circulação na avenida Venâncio Flores e outras vias. Aracruz precisa de uma gestão moderna e eficiente e, para isso, iremos usar a tecnologia a nosso favor. Só o nosso plano de governo é inovador assim. Através do programa Cidade Digital, vamos conferir a possibilidade de automatizar o trânsito a fim de termos maior fluidez. Essa e outras medidas serão atreladas as obras estruturantes, caso das alças Norte e Sul do anel viário, que precisam ser concluídas para retirar o tráfego pesado de caminhões do centro.

DR. COUTINHO (CIDADANIA): Tendo como base modelos de sucesso, vamos discutir com a sociedade civil organizada a implantação ou não do estacionamento rotativo em Aracruz. Daremos total atenção ao binário e as alças do contorno viário que são soluções para desafogar o trânsito no centro do município. Os processos de desapropriação para essas obras terão prioridade em nossa gestão, tamanha é urgência da cidade em melhor sua mobilidade urbana.

EVILASIO COSTA (PDT): O que temos hoje de estrutura na cidade é a mesma de décadas atrás, quando a população e o número de veículos eram menores. Como os governantes não fizeram o dever de casa, é o momento de planejarmos, buscarmos parcerias público-privadas e vivermos um novo momento de parceria com o governo do Estado e o governo federal. Tendo mais qualidade, nosso transporte coletivo pode ajudar muito a mobilidade urbana. Cidades menores já estão à frente de Aracruz neste sentido. Sobre a questão do estacionamento, vivo ativamente essa pauta porque sou um trabalhador do centro da cidade. Vai chegar o momento de decidimos pela implantação do estacionamento rotativo, todavia, ele, muitas vezes, não é autossustentável, o que aumentaria os custos para uma máquina já inchada. Há, portanto, muito a se fazer até chegarmos a esse ponto. É importante também pensarmos no contorno da cidade, que era para estar mais adiantado. Por essa e outras razões, nosso município precisa de eficiência, uma gestão técnica e um prefeito que tenha visão de negócios.

JONES CAVAGLIERI (SOLIDARIEDADE): A mobilidade urbana preocupa todas as cidades. É uma questão de segurança, de conforto e tem uma série de implicações. Aracruz tem um potencial enorme para crescer e se desenvolver. Visando isso, já neste mandato, começamos a fazer algo para que as pessoas pudessem ter mais segurança. É o caso da avenida Guaxindiba, obra que concluímos. Também projetamos a futura ampliação da avenida Castelo Branco com quatro pistas e uma ciclovia, além de iniciarmos o anel viário para tirar todo o trânsito pesado do centro da cidade com a construção das alças Norte e Sul. A municipalização do trânsito já está preparada, bem como o projeto de estacionamento rotativo, que é importante para organizar as vagas disponíveis e apoiar o comércio. Por fim, temos a guarda municipal que consolida todo o nosso projeto para os próximos quatro a fim de para garantir, de fato, a segurança, o conforto e a mobilidade das pessoas que se locomovem tanto em veículo quanto a pé.

MAJOR WALLACE VIEIRA (PRTB): o plano de mobilidade urbana de Aracruz é de 2014, logo precisa ser atualizado com a visão de que o movimento das pessoas é importante no contexto da acessibilidade ampla e humanizada. O sistema de mobilidade urbana deve ser pensado com vistas às pessoas e não aos veículos. Temos grandes desafios no município de Aracruz que envolvem a questão da mobilidade urbana por conta de demandas que existem há décadas. Um exemplo clássico é a subida do bairro Bela Vista, onde a questão deve ser tratada de forma humanizada, ampliando o espaço das calçadas, tornando-as mais acessíveis e seguras. Outro desafio em mobilidade é o transporte público, que deve ter rigidez na questão dos horários. Podemos, inclusive, pensar em flexibilizar alguns horários do comércio ou modificar o horário de entrada e saída dos alunos da rede pública de ensino. São medidas criativas para destravar algumas questões de mobilidade urbana em Aracruz, sempre com uma visão de futuro, valorizando as pessoas.

PAULO NERES (PSC): A mobilidade urbana está prevista em nosso plano de governo, onde temos o estacionamento rotativo, que é de extrema importância até mesmo para o aquecimento do comércio local. Usaremos um aplicativo que permite ao usuário acompanhar em tempo real a quantidade de vagas. Precisamos também, o mais rápido possível, revitalizar o centro da cidade a exemplo de Linhares, onde você tem calçadas amplas com conforto para as pessoas caminharem e fazerem suas compras com maior comodidade. Também vejo a importância da conclusão de uma condicionante que é a obra das alças Norte e Sul, o que irá tirar o tráfego de cargas pesadas de dentro da cidade, trazendo muito mais segurança para o povo de Aracruz. E as calçadas cidadãs são necessárias não só centro da cidade, como em todas as vias. É o que também está em nosso plano de governo.

Quais são seus planos para o aumento da oferta de empregos em Aracruz? E como garantir a qualificação da mão de obra necessária para isso?

ADILSON SIMÃO (PT): Temos que ampliar os investimentos municipais e priorizar a mão de obra aracruzense para que a economia local não fique parada. Um dos requisitos das empresas deve ser a contratação de mão de obra local. Também é importante a oferta de cursos de capacitação para os jovens, bem como o apoio às micro e pequenas empresas e ao comércio local. O gestor tem que atrair empresas buscando contrapartidas para o município.

ALCÂNTARO FILHO (PSD): Primeiro precisamos desburocratizar a prefeitura e dar condições de desenvolvimento para as empresas que aqui já existem. Como medida efetiva teremos o micropolo empresarial, assim daremos condições dos pequenos e médios empresários ampliarem seus negócios e gerar mais emprego e renda. Além disso, vamos criar um polo tecnológico e junto aos empresários da cidade criaremos um plano de desenvolvimento atraindo grandes empreendimentos. Tudo isso condicionado ao primeiro emprego para o jovem e a valorização da mão de obra local, que será qualificada. Para isso, estaremos fomentando ainda mais a parceria com o Sistema S e implantando a faculdade pública municipal. Nosso povo estará preparado para exercer papel de protagonismo no cenário de emprego da nossa cidade. Trazendo grandes empresas, valorizando as que já temos e fomentando os pequenos e médios negócios, Aracruz terá um boom de crescimento com geração de emprego para favorecer o desenvolvimento da renda e o consumo.

DR. COUTINHO (CIDADANIA): Iremos implantar a Casa do Futuro, um espaço para a qualificação da mão de obra e a interação das empresas com os trabalhadores. O objetivo é humanizar as relações de trabalho e incrementar parcerias público-privadas. Precisamos ampliar a oferta de cursos de capacitação e, a partir do diálogo franco, ter as empresas aqui situadas valorizando cada vez mais a mão de obra local. Com o cenário pós-pandemia, essa será uma preocupação constante.

EVILASIO COSTA (PDT): Estamos em diálogo com senadores do Estado para que a pauta da Sudene volte a andar e estaremos empenhados para que Aracruz tenha uma ZPE. Tudo isso vai gerar desenvolvimento e viabilizará a vinda de grandes empresas. É importante termos clareza que diferente dos grandes, pequenos e médios investimentos podem ocorrer a qualquer momento. Então, as pequenas e médias empresas precisam ser atraídas também. Isso fará com que Aracruz se torne um município polo de comércio e de prestação de serviços. Vamos ainda buscar parcerias público-privadas para que os jovens de nossa cidade tenham condições de estudar, se capacitar e usufruir das oportunidades. Qualificá-los é tão importante quanto atrair novas empresas.

JONES CAVAGLIERI (SOLIDARIEDADE): Já está em vigor à lei de incentivos fiscais que criamos. Agora queremos consolidar a vinda do Sebrae para dentro da Casa do Cidadão. Fizemos a concessão da orla para a Cesan, o que nos permite potencializar as empresas que já estão no município e atrair novos empreendedores. Temos um projeto para atrair investidores da área turística; finalizamos todo o processo para ter uma unidade do Senac em Aracruz; e vamos estabelecer parcerias para, de acordo com a demanda das empresas e as necessidades do mercado, negociar qualificação específica com instituições como Senac, Ifes e Senai. Assim, as vagas abertas serão ocupadas pela população de Aracruz. Às vezes, o profissional vem de fora em função da falta de preparo para nossos jovens. E nós precisamos prepara-los para ocupar esses postos de trabalho que são gerados em Aracruz.

MAJOR WALLACE VIEIRA (PRTB): Precisamos diversificar a matriz econômica. Digo isso porque quando estudo as finanças do município, chego à conclusão de que, por exemplo, nossa agricultura tem sido negligenciada. É uma das pastas que menos recebem recursos públicos, no entanto é uma das que mais contribuem para o desenvolvimento do município, principalmente em relação à atividade comercial. Precisamos pensar no presente, dando condições de as empresas que já existem aumentarem sua competitividade, mas também ter uma visão de futuro, onde entendemos que a economia do conhecimento, que agrega valor à produtividade, será a prioridade. É preciso que nossos jovens tenham a oportunidade de serem inseridos na economia do conhecimento através do processo educacional. Precisamos ter visão de futuro de forma empreendedora, entendendo que o novo modo de produção é a economia do conhecimento. Ela quem irá determinar quais os municípios e países que, de fato, serão ricos no futuro.

PAULO NERES (PSC): Para gerar emprego, temos que trabalhar em todas as frentes. Mas, nosso governo estará voltado principalmente para o pequeno empreendedor. É nele que se gera emprego, por isso precisa de valorização e capacitação. É função do poder público ajudar e não atrapalhar o progresso da cidade. Não podemos atrapalhar quem gera empregos, que é o que dá qualidade de vida para a família aracruzense. Já para os grandes empreendimentos precisamos fazer um trabalho a quatro mãos, buscando incluir Aracruz na Sudene, podendo o município competir de igual para igual com as cidades lá inseridas. As características para isso, Aracruz já possui. Só nos falta vontade política e empenho para, a partir da inclusão na Sudene, aumentarmos nossa receita, gerando mais empregos e trazendo mais riquezas e divisas.

Como pretende alcançar a meta do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)? O que o senhor pensa a respeito de educação básica em tempo integral? É possível implementá-la em Aracruz?

ADILSON SIMÃO (PT): A implantação da educação básica em tempo integral é válida, daremos total apoio. É preciso também reformar as escolas e melhorar a parte tecnológica das mesmas. Precisamos discutir o ano letivo 2021 com os profissionais de educação para que nossos alunos não fiquem mais prejudicados depois do afastamento provocado pela pandemia. Precisamos fortalecer o programa de alimentação escolar, priorizando e incentivando a agricultura familiar local. Precisamos também valorizar os profissionais de educação e fazer novos concursos para atender nossas escolas.

ALCÂNTARO FILHO (PSD): Cuidar da educação é cuidar do nosso futuro. Ela será prioridade no nosso governo. A meta do Ideb será avaliada junto à equipe técnica que iremos implementar com foco em cumpri-la. Vale destacar que o secretário de Educação será escolhido através de um processo seletivo e na educação básica, vamos buscar parcerias para implantar gradativamente o tempo integral, oportunizando não só o crescimento sólido das nossas crianças como também tranquilidade aos pais e responsáveis que precisam trabalhar e não tem com quem deixar os filhos. Também vamos implantar a escola cívico-militar, pauta da qual sou o maior defensor na cidade. E com o programa Jovem para o Mundo, vamos, por meio de parcerias público-privadas, ofertar ensino de língua inglesa para os jovens carentes, uma vez que Aracruz está integrada com o mundo. Através de um plano exequível, vamos implantar ainda nossa faculdade pública municipal inicialmente com cursos de tecnologia e gestão.

DR. COUTINHO (CIDADANIA): Nossa meta é criar um núcleo de gestão educacional envolvendo técnicos, professores, pedagogos e toda comunidade para discutir o Ideb. Pela primeira vez em Aracruz, o secretário de Educação sairá de uma lista tríplice composta por nomes indicados pelos próprios professores. Outro fato inédito será a escolha dos diretores das escolas municipais pelos professores, alunos e seus pais. A educação em tempo integral é um sonho, no entanto é preciso considerar a necessidade de uma estrutura física adequada, bem como de um corpo técnico qualificado. Sem isso não haverá êxito, podendo haver redução de vagas na rede municipal de ensino. A implantação da escola cívico-militar também seria uma grande conquista. Contudo, seu custeio é 45% maior em relação ao de uma escola regular bem estruturada. Aracruz terá uma educação qualificada e, para isso, iremos trabalhar em conjunto com os professores, sempre os incentivando a se qualificarem cada vez mais.

EVILASIO COSTA (PDT): Não tem como pensar em renovar uma cidade se não se aplicar a máxima energia na área da educação. É daí que vai surgir uma nova Aracruz. Sobre o Ideb, tudo perpassa pelo cuidado com os profissionais do magistério. É preciso investir nos professores, valorizando-os com bonificações em cima do atingimento de metas. É necessário também o acompanhamento sistematizado do processo de ensino-aprendizagem, além do estabelecimento de metas claras, fazendo um estudo de impacto financeiro para que isso ocorra. As estruturas físicas também são importantes. Precisamos de salas de aula com ar-condicionado para melhor conforto e aprendizado dos alunos e devemos usar cada vez mais tecnologias. Teremos o aplicativo Aracruz Conectada e dentro da área da educação, ele vai permitir aos pais e responsáveis maior aproximação à vida escolar dos filhos. Já uma escola cívico-militar vai nos ajudar a melhorar. E em relação à escola de tempo integral, deve ser estudado o custo e quais benefícios seriam gerados.

JONES CAVAGLIERI (SOLIDARIEDADE): Só se consegue avançar com investimento em educação. Quando assumimos a prefeitura tínhamos essa preocupação. Concluímos três escolas entre 2017 e 2019. Mas, só isso não era a solução do problema. Tanto quanto as escolas e os equipamentos, queríamos melhorar o ensino. Com o envolvimento dos nossos professores e diretores, conseguimos elevar a posição de Aracruz nos rankings do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ficando em 1° lugar entre as cidades de igual porte. Isso me dá uma satisfação muito grande, pois de nada adiantariam investimentos em infraestrutura se os nossos alunos ficassem sem ganho de conhecimento, com capacidade de competir com igualdade de condição no futuro.

MAJOR WALLACE VIEIRA (PRTB): Sobre o Ideb, vale destacar que apenas 57,1% das escolas atingiram a média projetada. A respeito da educação básica em tempo integral, acredito que é um dos caminhos para termos uma educação de maior qualidade até em virtude de questões econômicas. Entendo ela melhora o rendimento do aluno, libera os pais para o trabalho, além de afastar a criança do risco social. Nossa educação precisa ser pensada com uma visão de futuro. O novo modo de produção é a economia do conhecimento e temos que inserir a escola dentro deste contexto porque a base está na escola. Por isso, a educação sempre vai ser fundamental. É possível sim implementarmos a educação básica de tempo integral e devemos fazer isso dentro de um conceito de disciplina. Tenho dito que o grande problema educacional em Aracruz não é a falta de dinheiro, mas sim a indisciplina. A sociedade precisa abraçar as escolas para aumentarmos a qualidade do ensino básico. É preciso investir na educação, ela que nos levará para a economia do conhecimento.

PAULO NERES (PSC): É preciso parabenizar os profissionais de educação de Aracruz pelos atuais resultados do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Isso é progresso, porque se você tem um índice bom significa que nossas crianças estão frequentando a escola e realmente aprendendo. Agora é buscar o primeiro lugar geral. Isso se dá com muito trabalho e com tecnologia. Temos que fazer com que a sala de aula seja um local onde a criança aprenda cada vez mais, sinta-se motivada. Em relação à escola em período integral, é ótimo, mas é preciso ter pés no chão. Se você tem uma escola em dois períodos e a torna de tempo integral, faltarão vagas para 50% dos alunos. Antes, o município precisa melhorar suas receitas para que sejam construídas novas escolas e aí sim se pense em período integral.

Quais são seus projetos para a saúde de Aracruz? O que o senhor pensa em relação ao apoio da Associação Vidas ao Hospital São Camilo?

ADILSON SIMÃO (PT): Vamos estabelecer um hospital público no bairro Jequitibá, além de aumentar as vagas de leitos em Barra do Riacho para que nossa população tenha tratamento digno. Vamos reformar e dar maior atenção os postos de saúde, dando condições de trabalho para os servidores da saúde, a quem parabenizo pelo emprenho em meio à pandemia do novo coronavírus. E para termos mais saúde, o saneamento básico será nossa prioridade. Sobre a Associação Vidas, parceria que está dando certo tem que continuar Temos que seguir o princípio divino de se ajudar o próximo.

ALCÂNTARO FILHO (PSD): Sem saúde a gente não pode fazer nada, então temos que olhar com carinho e atenção para essa área. Não concordo com o atual modelo de saúde, por isso nossa prioridade será encontrar um quadro técnico que possa fazer uma gestão eficiente da saúde, com respeito ao cidadão e ao servidor. Nosso secretário de Saúde será escolhido por meio de processo seletivo. Vamos implementar programas estruturantes em relação à atenção primária. É preciso entender ela é à base da saúde. É necessário termos a equipe de PSF bem estruturada e motivada. Precisamos respeitar e dar condições aos nossos servidores de implementarem aquilo que temos de melhor através do uso da tecnologia. Para isso, iniciaremos o programa Saúde Digital, onde vamos informatizar a saúde do município. Com mecanismos de eficiência e uma gestão moderna, vamos e humanizar nossa saúde, resgatando a autoestima dos nossos servidores. Traremos outras medidas como auditorias para garantir que o dinheiro da saúde seja bem investido. Saúde é sagrada e o dinheiro do povo também.

DR. COUTINHO (CIDADANIA): Na nossa gestão, a saúde Aracruz será referência no Estado e, se Deus nos abençoar, no Brasil. Teremos saúde de qualidade. A pandemia do novo coronavírus paralisou diversos serviços e é preciso retomá-los. A atenção primária, PSF, à prevenção e tratamento de doenças infecciosas e o combate às endemias serão trabalhados com muita força. Teremos locais apropriados para cuidar das pessoas com carinho e prestar assistência médica. E a questão do covid-19 nos mostrou o quanto devemos estar preparados diante de um novo surto. Sobre a Associação Vidas, é de suma importância para Aracruz. Só tenho a parabenizar os amigos e empresários envolvidos. Desde quando a entidade surgiu, acompanho o quanto ela fez e faz. Vamos sempre fortalecer parcerias como essa em favor do município e do nosso hospital.

EVILASIO COSTA (PDT): Aracruz merece um prefeito que cuide mais de saúde e menos de doenças. Claro que a prefeitura vai oferecer um hospital, uma cirurgia ou um exame, mas o melhor é que a população tenha mais saúde e não venha precisar desses serviços. A população merece ser cuidada. O principal objetivo da atenção básica de saúde, que é o serviço primordialmente prestado através de uma prefeitura, é fazer com que as pessoas adoeçam menos e tenham mais saúde. E isso é muito barato. Caro é uma diária de UTI, uma tomografia computadorizada ou uma consulta de especialidade. Talvez o que os políticos querem é que a população fique realmente doente. Eles preferem girar altas cifras de dinheiro a gastar pouco na unidade de saúde com equipe de PSF, criando um plano de motivação de desenvolvimento da mesma. Não é digno, nem cristão, você deixar as pessoas adoecerem quando se tem recursos e estrutura para que elas tenham mais saúde. Sobre a parceria da Associação Vidas com o São Camilo, posso dizer com muita propriedade e muito sentimento. Fui voluntário do hospital durante quatro anos, mas pouco teria contribuído se não fosse o abraço que a Associação Vidas deu aquela instituição, levando milhares de voluntários a também abraçá-la. Sou testemunha ocular do que foi e é a dedicação do empresário Ettore Cavalieri aquela instituição. A doação dele é de todas as formas. O que ele faz para que aquele hospital se desenvolva de forma série e humanizada é inefável. Que tenhamos cada vez mais parcerias público-privadas em prol do Hospital São Camilo.

MAJOR WALLACE VIEIRA (PRTB): No meu plano de governo, a área da saúde, talvez, tenha sido a mais ousada. Busco como inspiração a administração de Ademar Devens, que foi um visionário, tendo construído, inclusive, nosso Centro de Especialidades, que até hoje não saiu do papel. E precisamos ser mais ousados ainda em saúde porque ninguém tem qualidade de vida sem saúde. Penso que precisamos trazer para a concepção da saúde uma visão de empatia, entendendo que o município de Aracruz tem características que não nos permite mais compactuar com a situação de uma pessoa que viva, por exemplo, em Santa Cruz e que numa necessidade de urgência tenha que ser submetido ao deslocamento de uma remoção que saia do centro de Aracruz. Isso está totalmente errado. Por isso, queremos capilarizar a saúde e descentralizar os serviços de urgência e remoção. Precisamos analisar a viabilidade de termos um serviço 24h também em Jacupemba e Coqueiral, além da sede e Barra do Riacho. E se fossemos mais ousados, estaríamos pensando em uma UPA infantil para os próximos anos. A questão do atendimento básico, que é o que desonera o hospital público, tem que ser tratada com muita importância. Sobre a Associação Vidas, eu louvo à Deus pela entidade. Porque sem ela, nosso hospital estaria muito pior. Ela é parceira, será parceria e está fazendo muito para o município. Foi a Associação Vidas quem fez o diferencial na saúde de Aracruz nesses últimos anos.

JONES CAVAGLIERI (SOLIDARIEDADE): Assumimos o mandado com foco na saúde, segmento que é fundamental para a vida. Fizemos investimentos que deram muito certo. Temos um centro de hemodiálise que, considerando a forma como foi feito, é o único do Brasil 100% municipal. Também trabalhamos para trazer para o município a farmácia de alto custo. São, portanto, dois serviços que, além de Aracruz, atendem os municípios vizinhos, fomentando nossa economia. Também trouxemos residência médica para Aracruz. Criamos dois centros de especialistas odontológicas, além de duas unidades de pronto atendimento 24h e uma central de ambulâncias, que é a única municipal no Estado. Agora estamos consolidando a vinda do Samu. São resultados muito importantes, mas não podemos parar por aí. É preciso sempre avançar em saúde. Com relação à Associação Vidas, somos parceiros e queremos muito seguir com essa parceria, pois entendemos que a entidade é fundamental. Ela está fazendo um trabalho jamais visto no Hospital São Camilo. Aonde vou digo isso. Aracruz é referência em associativismo graças a Associação Vidas, a quem parabenizo.

PAULO NERES (PSC): Saúde tem que ser prioridade para qualquer governo. Nosso pensamento é uma saúde preventiva. O objetivo é evitar que o povo aracruzense adoeça. Isso é bom em todos os sentidos. É bom para a família aracruzense e é bom para a economia do município. Entendemos que o caminho é fortalecimento das equipes de PSF. Precisamos de equipes completas, capacitadas, treinadas e com tecnologia a sua disposição para melhorarmos nossos índices e melhor atendermos nossa população. Precisamos pensar na humanização dos servidores. Quem busca serviço de saúde já está emocionalmente fragilizado e ao ser atendido tem que encontrar uma pessoa humana, que saiba acolhê-la. Do contrário, vai acabar piorando. Precisamos de pessoas certas nos lugares certos. Fazendo isso, vamos melhorar nossa saúde e muito. Além disso, vamos concluir obras que já passaram da ora de ser concluídas. Quanto a Associação Vidas, terá nosso apoio por completo. A parceria será fortalecida e não abro mão disso em meu governo. É uma entidade que nos enche de orgulho.

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