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11/10/2019 às 08:19
Marcus Vicente analisa o cenário eleitoral para 2020

Em entrevista exclusiva ao site ‘Movimento Online’, o atual secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcus Vicente, analisa a gestão Bolsonaro, as reformas previdenciárias e tributárias e o cenário eleitoral para 2020. Vicente foi deputado federal por quatro mandatos e hoje é vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

Nascido em Ibiraçu, Marcus Vicente iniciou a carreira política na cidade em 1976, quando foi eleito vereador e depois foi prefeito por duas vezes. Deputado federal por quatro mandatos, o presidente do Progressistas (antigo PP) no Espírito Santo não conseguiu a reeleição para o cargo nas eleições de 2018. Ele foi presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) por mais de 20 anos.

 

Gestão Bolsonaro

Marcus Vicente compartilhou a bancada do PP com o presidente Jair Bolsonaro no último mandato como deputado federal. Bolsonaro foi filiado ao partido por 13 anos e depois seguiu para outra legenda que lhe desse condição de disputar a presidência da República em 2018. A política econômica, capitaneada pelo ministro Paulo Guedes, é o ponto positivo do início do Governo, afirma o dirigente. Ele ressalta que há clareza na relação com o mercado.

 

A queda da taxa de juros agora para mais 0,5%, por exemplo, ajuda muito. Dá um recado de longo prazo para o investidor externo. Acho que avaliando no ponto de vista político se observa que há uma aproximação mais veemente agora do governo com o legislativo. Isso é muito importante. Nós vamos aprofundar e avançar nas nossas reformas, porque elas são fundamentais para que a economia possa deslanchar e gerar emprego“, diz Vicente.

 

O avanço da reforma da Previdência, um dos pontos considerados importantes pelo governo para a retomada do crescimento e diminuir o déficit previdenciário, é creditado ao trabalho desempenhado pelo Congresso Nacional. Marcus Vicente destaca que o parlamento tem sido “protagonista”.

 

Reformas

Sangra os cofres públicos”. Caso fosse eleito e estivesse na Câmara dos Deputados em um novo mandato, o voto seria favorável à reforma da Previdência aprovada na Casa e de acordo com o relatório apresentado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), conta o líder estadual. “A Previdência não pode continuar dando um déficit anual de R$ 200 milhões. Isso é muito ruim para o Brasil, isso sangra os cofres públicos, isso provoca um desinvestimento em outras áreas importantes, como na área social. Eu, com certeza, teria votado ‘sim’ também com essas pequenas modificações que foram ajustes, que são naturais no processo legislativo“.

 

A Reforma Tributária é vista como mais complexa para se obter a aprovação. A unificação de impostos, segundo Marcus Vicente, é positiva. Ele acredita que a proposta deve contribuir para que “empresas possam ir para formalidade e ajudar a crescer a arrecadação”.

 

Obras de duplicação da BR-101

No último mandato como deputado federal Vicente criou a Comissão de Fiscalização das obras da rodovia BR-101. O descumprimento de contratos por parte da concessionária ECO101 gerou processo na Justiça movido pelo Ministério Público Federal (MPF-ES), que também responsabilizou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pela atuação na fiscalização do contrato.

 

Naquele momento, agosto de 2017, a empresa e o dirigente tiveram desavenças publicamente. O político alega que houve uma “concepção equivocada do ponto de vista da participação do poder público” ao ter a expectativa de que o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) subsidiasse a Concessionária.

 

Segundo Marcus Vicente, a fiscalização por parte da Comissão foi importante para a possibilidade de deságio de 11% em função das obras não realizadas no prazo pactuado de cinco em cinco anos. “A concepção é equivocada do ponto de vista da participação do poder público com recurso do BNDES. Não tinha como colocar em prática o subsídio para quem estava recebendo uma concessão por 35 anos, que é o caso da rodovia. O reestudo deste prazo de cinco anos é exatamente o resultante da Comissão nos últimos quatro anos, mas nós acreditamos nos investimentos que estão ocorrendo. Nós esperamos que a ECO101 possa continuar parceira desse processo e cumprir o contrato conforme está pactuado“.

 

Casagrande

O Progressistas fez parte do projeto político e apoia a administração de Renato Casagrande. O dirigente é um representante do partido entre os cargos do alto escalão do governo, na Sedurb. Marcus Vicente diz que a gestão do governador “está olhando para frente. Nós estamos com 140 obras na secretaria de Desenvolvimento Urbano em 55 municípios com valores que ultrapassam R$ 260 milhões. A macrodrenagem que as licitações dos projetos executivos em Vila Velha, de Cariacica, de Viana e de Colatina, tem um custo nos sete projetos de R$ 455 milhões“.

 

De acordo com o líder estadual, a regularização fundiária no Espírito Santo será remodelada a partir de um exemplo exitoso do Paraná e será foco importante nos próximos três anos da gestão. “É um modelo que terceiriza esse serviço, agiliza a entrega das escrituras definitivas e dá a identidade ao cidadão através de suas posse“, destaca.

 

Eleições 2020

A gente corre de azarão e aí você se surpreende lá na frente”. O dirigente afirma que o Progressistas quer ter candidato a prefeito em todos os municípios por conta da eleição sem coligações, isso porque considera que o próximo pleito pode consolidar o avanço do partido no quadro político. Ele acredita que a experiência pode ser o futuro da política, apesar de legendas procurarem se renovar com novos personagens neste cenário. Acrescenta ainda que a mesclagem do novo e o experiente é a alternativa para uma “travessia desse momento que estamos vivendo na política do Brasil, com mais segurança”.

 

O líder do PSL no Espírito Santo, Carlos Manato, havia pontuado que vislumbra três partidos inicialmente como protagonistas em 2020. Marcus Vicente diz respeitar a opinião, mas não concorda. “Ainda bem que o Manato esqueceu um pouquinho do PP. É muito bom porque a gente corre de azarão e aí você se surpreende lá na frente. Todos partidos políticos precisam trabalhar para consolidar o programa partidário, a tese política que pode servir a sociedade. Eu acho que tem outros partidos que trabalham com tanta seriedade quantos os que ele citou“.

 

Candidaturas

Ele ressalta que no momento há 32 pré-candidatos a prefeito no Espírito Santo. Um deles é Cleber Felix, atual presidente da Câmara de Vereadores de Vitória, o que representaria um rompimento na relação com o prefeito Luciano Rezende e o deputado estadual Fabrício Gandini. Outro nome citado é o do deputado estadual Renzo Vasconcelos, o terceiro mais votado em 2018, com mais de 42 mil eleitores. Deste total, mais de 16 mil são de Colatina, onde deve ser candidato à prefeitura.

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