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23/08/2019 às 08:38
BR-101 em Sooretama: 20 mil animais morrem atropelados anualmente

Em 2 de novembro de 2017, Dia de Finados, pesquisadores da Ufes contaram, pessoalmente, 91 animais mortos por atropelamento no trecho de cinco quilômetros da rodovia BR-101 que atravessa a Reserva Biológica de Sooretama. Em janeiro de 2018, o ICMBio divulgou as estatísticas de 2017, confirmando que cerca de 20 mil animais (répteis, anfíbios e aves) são atropelados e mortos anualmente, somente no trecho dentro da reserva.

 

Na última audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, o diretor de licenciamento ambiental do Ibama, Jônatas Souza da Trindade, falou sobre o recebimento de uma informação recente do ICMBio, que encaminhou um parecer jurídico sobre a incompatibilidade da Reserva Biológica de Sooretama com a questão da obra de duplicação.

 

Citou também um ofício à Eco101, que faz referência ao processo de licenciamento ambiental do trecho Norte, por meio do qual o ICMBio informou não ser possível a autorização para o licenciamento ambiental devido ao impedimento legal. Informou ainda que serão realizadas audiências públicas para a discussão do projeto.

 

O que a gente precisa alinhar junto com a Eco101 são os próximos passos em relação ao licenciamento ambiental, em especial a questão da duplicação do todo ou parcial em relação ao trecho que não afeta a unidade de conservação e a possibilidade de alteração de traçado”, comentou.

 

O coordenador da Comissão Externa da Eco101, deputado federal Sérgio Vidigal, destacou que “defendemos imediatamente o licenciamento da BR-101, uma vez que hoje o maior problema no trecho Norte é entre Serra e Ibiraçu, onde tem um grande congestionamento e um elevado número de acidentes”.

 

O outro lado

O diretor-superintendente da Concessionária Eco101, Jeancarlo Mezzomo, e o representante da empresa, João Carlos Cassaniga, participaram da audiência. Cassaniga confirmou que a Eco101 recebeu as informações do Ibama e disse que elas serão analisadas: “a nossa disposição é trabalhar para encontrar saídas. Esse roteiro que é proposto, vamos trabalhar juntos para que ele seja viável e possamos apresentar e conhecer soluções. É importante mencionar que para eventuais alterações no traçado da rodovia, o nosso contrato tem algumas limitações e isso tem que passar pela análise da ANTT”. Mezzomo, por sua vez, relatou os impactos causados pelo atraso no licenciamento ambiental do trecho Norte: “isto gera a inexecução de obras e acarreta em redução de tarifa de pedágio”.

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