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03/05/2019 às 08:56
Carta Fabril: mais um megaprojeto não realizado em Aracruz

Entre os diversos megaprojetos industriais que não saíram do papel e das pedras fundamentais em Aracruz, desde 2012, como os da Nutripetro, Porto de Barra do Riacho, Polimix, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), refinaria de petróleo e fábrica de bio-óleo da Suzano, soma-se agora o da Carta Fabril, que recebeu terreno da prefeitura, lançou pedra fundamental, promoveu solenidade de lançamento e agora deu adeus ao município e não construirá a sua fábrica de papéis em Barra do Riacho.

 

A empresa não cumpriu prazos e a prefeitura fez a retomada do terreno. O prefeito Jones Cavaglieri disse que a fábrica que seria implantada em Aracruz acabou sendo construída em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. “O terreno foi retomado devido ao descumprimento de cláusulas contratuais, agravado com o falecimento do presidente da indústria, José Carlos Pires Coutinho. Agora, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Guerino Balestrassi, estuda o interesse de empresários na implantação de uma refinaria de petróleo no local”, destacou Cavaglieri.

 

A FOLHA DO LITORAL começou a publicar a ‘novela’ da Carta Fabril em 14/12/2012, data em que o saudoso presidente do Grupo Carta Fabril, José Carlos Pires Coutinho, lançou a pedra fundamental da indústria de papéis tissue na área que ocuparia ao lado da Fibria e do Reservatório Santa Joana, no quilômetro 25 da rodovia ES 010, em Barra do Riacho.

 

O então governador Renato Casagrande, o prefeito Ademar Devens e o prefeito eleito Marcelo Coelho estiveram presentes. A chegada da empresa a Aracruz garantiria investimentos iniciais de U$ 140 milhões, além de gerar 400 empregos diretos até 2020, fora os indiretos.

 

A área de 550 mil metros quadrados foi permutada com o município junto à então Aracruz Celulose, depois Fibria e atualmente Suzano, para cessão à empresa goiana, que após o acerto de posse do terreno enfrentou a demorada burocracia da liberação das licenças ambientais. A indústria é certificada com a ISO 14.001 e iria adquirir a matéria prima (celulose) da Fibria. O projeto foi executado pela Pöyry, empresa que projetou a fábrica de celulose vizinha, e contava com apoio financeiro do Programa INVEST-ES, do Bandes.

 

Em 12/05/2017, o empresário José Carlos Coutinho, em evento solene, fez o anúncio oficial de que a fábrica de papéis começaria a ser construída em Barra do Riacho. Na ocasião o grupo apresentou o terreno limpo da vegetação de eucalipto, com área de 550 mil m², doada na gestão do ex-prefeito Ademar Devens. Com unidades em Goiás, Rio de Janeiro e Pernambuco, a Carta Fabril emprega cerca de duas mil pessoas no país. Coutinho garantiu que os recursos para a unidade de Aracruz estavam garantidos.

 

Para viabilizar o projeto foram necessários 10 anos até a liberação das licenças ambientais. A produção inicial, que estava prevista para o segundo semestre de 2019, tinha previsão de 120 toneladas/ano em bobinas de papel, que seriam convertidas para a fabricação dos produtos da indústria.

 

O então secretário de Desenvolvimento Econômico, Divaldo Crevelin, disse que “a empresa visualizou Aracruz como local ideal para instalar uma nova unidade. A região é estratégica para a Carta Fabril devido à logística formada por rodovias estaduais, BR-101, ferrovia e portos”. Crevelin fez questão de destacar a administração do ex-prefeito Marcelo Coelho e sua equipe na luta pelo licenciamento ambiental, assim como a atuação da Câmara na época, que tinha na presidência o hoje deputado estadual Erick Musso, presidente da Assembleia.

 

O prefeito Jones Cavaglieri avaliou o início das obras como um dia de muita alegria. “A implantação da Carta Fabril no município é a prova de nossa busca para trazer para a cidade empreendimentos que geram emprego e renda para as famílias aracruzenses. Nossa missão como governante é fazer as coisas acontecerem e esta assinatura da Ordem de Serviço é o resultado de nosso esforço em dar mais oportunidades para nossos cidadãos”, disse na ocasião.

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