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29/03/2019 às 09:41
Transporte de madeira da Suzano em barcaças é recorde

O sistema de cabotagem marítima para transportar madeira entre o Sul da Bahia e Barra do Riacho, em Aracruz, para abastecer a indústria de celulose, encerrou 2018 com o melhor desempenho histórico ao longo dos seus 16 anos. Foram 2,76 milhões de m3 de eucalipto, equivalentes a 34% de toda a madeira que chegou à fábrica da Suzano.  

 

Esta madeira foi transportada em 496 viagens de barcaças, carga equivalente a cerca de 50.200 viagens de tritrem (carreta com três semirreboques) que deixaram de ser feitas por rodovia. A cabotagem marítima foi instituída na empresa com o objetivo de diversificar os modais de transporte e reduzir a quantidade de viagens de carretas nas rodovias.

 

O bom desempenho é resultado dos investimentos na modernização do transporte marítimo, com a instalação de guindastes de grande porte que passaram a fazer o carregamento das barcaças no Terminal de Caravelas (BA) e o descarregamento no Terminal de Barra do Riacho. Os guindastes representaram ganho de produtividade na operação, carregando/descarregando as barcaças com mais agilidade e segurança.

 

Antes do investimento nos guindastes, a movimentação de madeira nas barcaças era feita com máquinas carregadeiras, que entravam e saíam da embarcação com os feixes de toras de eucalipto. Com esse sistema anterior, a madeira em barcaças respondia, em média, por 25% do abastecimento de matéria-prima na indústria de celulose, bem abaixo dos 34% registrados em 2018.

 

Os guindastes de grande porte instalados nos terminais de barcaças de Barra do Riacho e de Caravelas foram importados da Finlândia, país de grande tradição na indústria florestal. Um grupo de operadores do Portocel ­– porto especializado na movimentação de produtos florestais e que é controlado pela Suzano – foi até lá fazer treinamento para operar os equipamentos e replicar o aprendizado para outros trabalhadores.

 

A empresa investiu R$ 54,4 milhões na instalação de quatro guindastes, dois no Terminal de Barra do Riacho (anexo ao Portocel) e dois no terminal da empresa em Caravelas (BA). No Terminal de Barra do Riacho o empreendimento tem uma particularidade: os guindastes são movidos a eletricidade gerada na própria fábrica da Suzano, que é autossuficiente em energia. Além de mais eficiente, a operação com esses equipamentos é mais sustentável não só por consumir energia renovável, mas também por emitir menos CO2 ao não utilizar combustível de origem fóssil.

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