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25/01/2019 às 08:35
Mosquito da dengue coloca Aracruz em situação de alerta

O mosquito Aedes aegypti pode até parecer sumido ou esquecido pela maioria, mas continua circulando por aí. Moradores de Aracruz que o digam. A procura por ajuda médica devido aos sintomas das doenças transmitidas pelo vetor têm sido constantes neste início de ano e dados divulgados no mês passado, pelo Ministério da Saúde, no LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), revelam que o município está em situação de alerta médio para surto de dengue, zika e chikungunya.

 

No Pronto Atendimento de Convênios e Particular do Hospital São Camilo, cerca de 20 atendimentos são realizados diariamente por suspeita de dengue. Já na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) do bairro Vila Rica, a média de atendimento para casos de suspeita de dengue é de 20%. E o problema de saúde pública afeta de forma significativa a vida das empresas. A dengue é apontada por empresários consultados pela reportagem da FOLHA DO LITORAL como uma das principais causas de afastamento do trabalho.

 

Do início do mês até quarta-feira 23, foram notificados em Aracruz 166 casos de dengue, sendo 23 positivos, e um caso de chikungunya, com resultado negativo, de acordo com a secretaria municipal de Saúde, que ressalta que a confirmação das doenças só ocorre após 10 dias. Não houve nenhum caso suspeito do vírus da zika.

 

Em Coqueiral, os moradores temem a proliferação do mosquito. O mato alto, propício para ‘esconderijo’, é um dos principais alvos de reclamação. Também há queixa de pontos viciados de lixo e poucos agentes de combate às endemias atuando na localidade. Diagnosticada com dengue, uma empresária relatou que a doença é desagradável e cobra maior atuação do poder público no combate ao problema. Ela lembra a importância da população também ter consciência de que cada um precisa fazer a sua parte.

 

A prefeitura anunciou ter intensificado suas ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Além das ações rotineiras, como visitas às residências para verificação quanto à existência de focos e de conscientização da população, também está em operação as ações em bairros [Bela Vista, Guaxindiba, Jequitibá e Vila Nova] e distritos [Barra do Riacho e Jacupemba] considerados prioritários, com maiores acumulações de foco, sendo feito o bloqueio costal de aplicação manual de inseticidas”, informou em nota.

 

Sobre a queixa dos moradores de Coqueiral, a prefeitura informou que “nos bairros da orla também serão feitas ações, porém o foco está nos bairros de maior incidência de casos”. Com relação ao mato alto, a prefeitura assegurou que segue seu cronograma normalmente. Denúncias de áreas com mato ou entulhos podem ser feitas ao serviço de Fiscalização de Postura pelo telefone 99747-3680.

 

Prevenção não pode ser interrompida

Quando se trata de Aedes aegypti o perigo pode estar dentro de casa ou morar ao lado. No combate a este mal, todos precisam estar envolvidos. Numa quadra residencial, por exemplo, basta uma casa descuidada, com recipientes com água parada servindo de criadouro para reprodução do mosquito, para que todos os moradores corram o risco de serem vítimas de doenças como dengue, zika e chikungunya. E o lixo não precisa ficar acumulado em grande quantidade para trazer problemas. Tampinhas de garrafas pet e copos descartáveis podem se tornar focos.

 

O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano. Vale lembrar que os vírus do ‘Aedes’ são inimigos ferozes da saúde de gestantes e seus bebês. Em 2015 se descobriu que o zika causa microcefalia e outras anomalias congênitas no feto em gestação. Ano passado uma pesquisa mostrou que ter dengue na gravidez aumenta em 50% o risco de o bebê nascer com distúrbios neurológicos. Agora, cientistas comprovam que se a mãe contrai chikungunya no final da gestação, o bebê pode ser contaminado no parto e desenvolver encefalite.

 

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Aracruz instrui que é sempre importante lembrar que caixas d’água, cisternas, lajes e calhas entupidas, pneus velhos e outros objetos expostos ao tempo podem permitir o acúmulo de água que atraem o mosquito. Reforça ainda que a ação desenvolvida pelos 53 agentes de combate às endemias se torna positiva quando a população se conscientiza e permite o acesso desses profissionais nas residências.

 

RECOMENDAÇÕES

Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente. Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis. Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, busque um serviço de saúde para atendimento. Não tome qualquer medicamento por conta própria;

 

CUIDADOS

Dentro das casas e apartamentos

Tampe os tonéis e caixas d’água;

Mantenha as calhas sempre limpas;

Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

Mantenha lixeiras bem tampadas;

Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

 

Área externa de casas e condomínios

Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;

Limpe ralos e canaletas externas;

Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;

Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;

Verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

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