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19/10/2018 às 09:23
Suzano aguarda aprovação do Cade para anunciar fusão e novo nome da Fibria

Está na dependência da aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a fusão da Suzano Papel e Celulose com a Fibria Celulose, que resultará no surgimento da maior empresa de celulose do mundo. Em contato com a reportagem da FOLHA DO LITORAL, a Assessoria de Imprensa da Suzano informou que as duas empresas funcionam de forma independente, mas que após a decisão do Cade serão unidas por um novo nome.

 

Em um negócio avaliado em R$ 35 bilhões, segundo reportagem da revista IstoÉ Dinheiro, a Suzano desbancou a holandesa Paper Excellence para adquirir a Fibria e criar a maior empresa de celulose do mundo. David Feffer, presidente do Conselho de Administração da Suzano, conseguiu fazer o que o pai, Max, queria: perpetuar o negócio.

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já concluiu a negociação entre a Suzano e a Fibria. Com uma proposta de R$ 52,50 por ação, algo em torno de R$ 35 bilhões, a Suzano adquiriu o controle da Fibria e criou uma empresa líder mundial no mercado de celulose de fibra longa, produzida por meio do eucalipto, que corresponde ao mercado de maior rentabilidade do setor no mundo. Combinados, o valor de mercado das companhias é superior a R$ 70 bilhões e o faturamento conjunto anual ultrapassa os R$ 22 bilhões.

 

Ainda segundo a revista, a nova Suzano será a 5ª maior empresa não financeira do Brasil, com capacidade de produzir 11,8 milhões de toneladas de celulose por ano (incluindo a parte feita pela Klabin e comercializada pela Fibria) e 1,3 milhão de tonelada de papel.

 

O trajeto empreendido até o fechamento do negócio foi longo. Durante anos, a união era comentada abertamente por executivos de ambas as empresas como um desfecho provável. Isso ficou ainda mais claro após a Eldorado Celulose, a terceira maior do setor no País, ter 49% do seu capital vendido pelo grupo J&F à holandesa Paper Excellence, controlada pela família indonésia Wijaya, no ano passado, por R$ 15 bilhões.

 

O entrave para unir Suzano e Fibria era apenas o formato do negócio. As famílias controladoras, os Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim, donos da maior parte da Fibria, e os Feffer não tinham interesse de dividir as decisões. A melhor opção seria deixar o negócio com os Feffer, que são mais identificados com o setor – ao contrário dos Ermírio de Moraes, que estão em negócios mais diversificados, como o cimenteiro, mineração e energia.

 

A Fibria interessava também a empresas internacionais como a April Asia, a chilena CMPC e a finlandesa UPM. Mas foi a asiática Paper Excellence (PE) que comprou participação na Eldorado, que agitou a negociação. A empresa controlada pelos asiáticos também se comprometia a fechar a transação em até um ano, tempo suficiente para a avaliação do negócio pelos órgãos de defesa da concorrência nos países em que atua.

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