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05/10/2018 às 08:28
Professor faz análise comparativa do nosso futebol com o mundial

Uma profunda análise comparativa feita no futebol capixaba e brasileiro com o futebol mundial, por meio da coleta de dados feita pelo professor Guilherme Filgueiras de Carvalho, coordenador da pesquisa no curso de Educação Física da Universidade Vila Velha (UVV), revelouum excesso de chutões sem direção dados pelos goleiros e demais jogadores em campo, da base ao profissional.

 

Segundo os dados, isso aumenta o número de faltas, arremessos laterais, atrasos de bolas e impede o desenvolvimento técnico de nossos atletas. O professor Guilherme analisou os resultados de 420 jogos observados de 31 de janeiro de 2015 até junho de 2018, antes da Copa do Mundo na Rússia.

 

No futebol capixaba foram observados 100 jogos e, em média por jogo, foram dados 28 chutões pelos goleiros, 38 pelos demais jogadores, 51 arremessos laterais, 12 chuveirinhos e 37 faltas cometidas, perfazendo um total de itens negativos de 166 bolas desperdiçadas por jogo. Em média, as equipes foram ao gol adversário 18 vezes.

 

No futebol brasileiro, em 224 jogos observados, a média por jogo foi de 24 chutões pelos goleiros, 32 pelos demais jogadores, 38 arremessos laterais, 11 chuveirinhos e 32 faltas, perfazendo um total de itens negativos de 137 bolas desperdiçadas por jogo. Em média, as equipes foram ao gol adversário 19 vezes.

 

No futebol mundial, 51 jogos foram observados e, em média por jogo, foram dados 15 chutões pelos goleiros, 14 pelos demais jogadores, 22 arremessos laterais, 05 chuveirinhos e 21 faltas cometidas, perfazendo um total de itens negativos de 77 bolas desperdiçadas por jogo, com as equipes indo ao gol adversário 30 vezes.

 

Na observação de 45 jogos de seleções mundiais, por jogo foram dados 16 chutões pelos goleiros, 15 pelos demais jogadores, 24 arremessos laterais, 08 chuveirinhos e 16 faltas cometidas, perfazendo um total de itens negativos de 79 bolas desperdiçadas por jogo, com as equipes indo ao ataque 28 vezes, em média.

 

Pelos dados coletados e analisados, o futebol capíxaba encontra-se em situação técnica ruim perante o futebol brasileiro, que, por sua vez, está em situação técnica ruim perante o futebol mundial. Segundo Filgueiras, não houve nenhuma mudança de mentalidade e filosofia de jogo posto em prática por nossas equipes da base ao profissional, após a Copa do Mundo. “A sugestão é de mudanças na mentalidade e filosofia de jogo nas nossas equipes, da base ao profissional”, alerta.

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