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12/01/2018 às 08:52
'Exigências de vereadores podem afastar empresas de Aracruz', diz presidente da AMEAR

Após a aprovação de uma Comissão Especial pela Câmara de Aracruz, visando investigar o Estaleiro Jurong (EJA), o presidente da Associação Movimento Empresarial Aracruz e Região (AMEAR), Marcelo Furtado de Mendonça, disse que "as exigências de contratação de mão de obra local impostas pelos 17 vereadores às empresas que atuam no município não nos trarão nenhum benefício e passam longe de resolver o problema de desemprego. Pelo contrário, é bem provável que afaste empresas que pretendam se estabelecer no município".

 

Na avaliação de Mendonça, feita com exclusividade à FOLHA DO LITORAL, o Estaleiro Jurong "é de extrema importância para a economia do nosso Estado, e não somente para a região de Aracruz. É necessário que o poder público, principalmente o Legislativo e o Executivo, e a empresa, estabeleçam uma comunicação ágil e eficaz, pautada em uma relação ganha-ganha. Só assim a sociedade será beneficiada. Geração de emprego se resolve com oferta de um ambiente de negócios estável e não através de lei".

 

Por unanimidade de seus 17 vereadores, a Câmara aprovou a criação da Comissão Especial para apurar possível descumprimento das condicionantes de licenciamento ambiental do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), contratação de mão de obra local e as condições de trabalho dos empregados terceirizados. A proposta partiu do presidente do Legislativo, Alcântaro Lazzarini Campos, que não levou em conta as consequências para a economia de Aracruz e o temor em alguns segmentos, com a possibilidade de demissão de trabalhadores e represálias por parte da indústria asiática.

 

Segundo Alcântaro, a decisão foi tomada após reclamações da população e de reuniões entre os vereadores e o EJA, sem que nada tenha sido resolvido. Uma denúncia em vídeo foi enviada por trabalhadores terceirizados, motivando a posição dos vereadores. No vídeo, são mostradas imagens de banheiros sem condições de uso e bebedouros com água de cor marrom escura.

 

Presidente da CDL lamenta interferência política

Para o novo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracruz (CDL), ouvido pela FOLHA DO LITORAL, "em um momento difícil da economia em que passamos, é lamentável e desagradável a interferência política no setor privado, mas olhando para o bom andamento da convivência empresarial com a sociedade, o diálogo deve prevalecer na busca do entendimento".

 

EJA garante que cumpre as condicionantes

A coordenadora de Comunicação e Imprensa do EJA, Francisca Selidonha, respondeu à reportagem que "o Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) informa que cumpre rigorosamente todas as suas condicionantes ambientais para obtenção de suas licenças e que é fiscalizado criteriosamente pelo órgão ambiental, o Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos). No entanto, o EJA ressalta que está à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais à Justiça e à sociedade em geral".

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