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29/06/2018 às 09:15
Madeira por mar e por ferrovia responde por quase metade do abastecimento da Fibria

Adotando há anos a multimodalidade de transportes como estratégia de negócio,a Fibria driblou a crise com a recente greve dos caminhoneiros e abastece sua unidade industrial, em Aracruz, com madeira vinda do Sul da Bahia e até do Rio Grande do Sula transportada em navios, mantendo portos de embarque em Belmonte e Caravelas, e de Minas Gerais por ferrovia, o que corresponde a 50% de suas necessidades.

 

De janeiro a maio deste ano, quase 50% da madeira que chegou à empresa veio pelo mar (39,9%) e por ferrovia (9,8%). O transporte rodoviário continua sendo importante para a empresa, mas sua participação vem sendo reduzida ao longo dos anos. Um dos responsáveis pela boa performance da empresa no modal marítimo é o projeto de transporte de madeira em navios, por meio de navegação de longo curso.

 

Iniciado em julho de 2015, o projeto embarca madeira no Porto de Rio Grande (RS) e desembarca no Portocel, em Barra do Riacho. Desde que essa operação começou, mais de 100 navios já cruzaram o mar entre o litoral gaúcho e o capixaba transportando madeira para a Fibria.

 

No mês de maio, o transporte de madeira em navio alcançou uma marca histórica: dois milhões de metros cúbicos transportados desde o início da operação. Para transportar essa quantidade de madeira por rodovia seriam necessárias 35 mil viagens de carretas do tipo tritrem (com três semirreboques). O transporte marítimo contribui para desafogar o tráfego nas rodovias, além de oferecer mais segurança e ser ambientalmente mais sustentável por consumir menos combustível e outros derivados do petróleo (pneus, por exemplo).

 

A madeira oriunda do modal marítimo é extremamente importante para a Fibria e teve relevância ainda maior em maio, quando o movimento deflagrado pelos caminhoneiros causou impacto considerável na linha de produção de muitas indústrias. Graças à multimodalidade de transportes, a Fibria manteve o ritmo da sua linha de produção”, destaca Luiz Geraldo Micheletti, gerente de Logística da Fibria para a região RS-MG.

 

A madeira vinda em navios do Rio Grande do Sul respondeu por 7% da matriz de transportes da Fibria nos cinco primeiros meses de 2018. Mas há uma fatia de outros quase 33% que também chegam pelo mar, em transporte feito por barcaças oceânicas, que operam entre o Terminal Marítimo de Caravelas (BA) e o Terminal Marítimo de Barra do Riacho.

 

Barcaças

Em operação há 15 anos, esse sistema resgatou a navegação de cabotagem no país. Cada barcaça transporta madeira equivalente à carga de 100 carretas do tipo tritrem. Considerando a ida e a volta, cada uma das quatro barcaças que compõem o sistema elimina cerca de 200 viagens rodoviárias entre o Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo.O gerente de Logística da Fibria para a região ES-BA, Engelbert Filipe Fuchs, salienta a importância desse sistema no abastecimento da unidade industrial da Fibria. “Recentemente, a empresa concluiu investimentos de R$ 59 milhões, que foram aplicados na modernização do sistema de transporte marítimo. Foram instaladas gruas de grande porte nos terminais de Caravelas e de Barra do Riacho, que elevaram em 40% a velocidade de carregamento e descarregamento das barcaças”, disse ele.

 

Ferrovia

O transporte de madeira por ferrovia compõe outra parte importante da matriz de transportes da Fibria. A empresa traz pelos trilhos da Estrada de Ferro Vitoria a Minas madeira que vem da região de Sete Lagoas (MG). Para isso, investiu cerca de R$ 10 milhões em reforma de vagões e no reposicionamento da pera ferroviária existente na sua área industrial. O transporte ferroviário de madeira conta com a parceria da VLI Multimodal, que faz a operação.

 

O transporte de madeira por ferrovia respondeu por 9,8% da matriz de transportes da empresa nos cinco primeiros meses de 2018 e a meta é chegar a 13% até o final do ano. O sistema opera com 330 vagões e a Fibria recebe, em média, 15 composições ferroviárias por mês. Até o final de 2018, a expectativa é chegar a 508 vagões, com uma média de 25 composições mensais.

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