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18/01/2019
Deu a louca no crime | Pedro Valls Feu Rosa

Aconteceu em KwaZulu, na África do Sul: dois ladrões foram presos a bordo de um Fiat Uno no qual também estavam dois bodes e duas vacas furtadas. Eles já eram reincidentes – tinham sido presos antes com sete bodes e duas vacas dentro de um pequeno Toyota.

 

Em New Hampshire, nos Estados Unidos, um ladrão veio a ser preso após tentar assaltar um banco fantasiado de árvore. O detalhe: a fantasia cobria todo o corpo do ladrão, menos o seu rosto, que foi claramente filmado pelas câmeras de segurança.

 

Na cidade de Carbondale (também nos Estados Unidos) um ladrão decidiu assaltar uma loja absolutamente pelado. É isso mesmo: ele entrou nu na loja e anunciou o assalto. Após ter sido preso, declarou que agiu assim porque “estava entediado”.

 

Ainda nos Estados Unidos um homem foi preso após matar a facadas um colega de trabalho. O motivo: ele havia reclamado de seu forte chulé. Aconteceu assim: a vítima reclamou do cheiro e foi logo em seguida esfaqueada até a morte.

 

No Japão, uma mulher contratou um pistoleiro para matar a esposa de seu amante. Pagou adiantado. Como o pistoleiro falhou, mas não devolveu o dinheiro, ela foi até a delegacia prestar queixa, pedindo a devolução do que havia pago.

 

Em São Paulo, há alguns anos, um estelionatário abriu uma Delegacia de Polícia no centro da cidade, na qual atendia vítimas de crimes e emitia documentos os mais diversos. A Polícia descobriu que ele chegava a cobrar propina para adiantar as “investigações”.

 

Em Nova Jersey (Estados Unidos) duas pessoas se divertiam encomendando pizzas em restaurantes e matando os entregadores a tiros, tão logo eles chegavam com as refeições. Presos, disseram ter escolhido os restaurantes a esmo, em uma lista telefônica.

 

Na Inglaterra três crianças (com 6, 7 e 9 anos de idade) tentaram descarrilar o trem de alta velocidade que liga Manchester a Liverpool. Elas colocaram nos trilhos blocos de concreto, troncos de árvores, pneus e até um carrinho de supermercado. Apanhadas, disseram que pretendiam se divertir vendo o desastre.

 

Nos Estados Unidos, uma outra criança de 8 anos de idade furtou um caminhão. Rodou com ele nada menos que 36 km, até ser surpreendida pela Polícia a 120 km/h.

 

Naquele mesmo país uma corporação da California vendia ingressos para o paraíso. A empresa avisava que o ingresso, pessoal e instransferível, deveria ser colocado no caixão do comprador, e também advertia que não devolveria o dinheiro se o paraíso não existisse.

 

Na Itália, um menino de 10 anos de idade e uma menina de 8 foram apanhados pela Polícia após roubarem mais de 100 brinquedos de 11 lojas. Fato similar aconteceu aqui em Vitória (um “arrastão” de menores que vitimou uma loja de brinquedos).

 

Já um garoto norte-americano de 13 anos teve uma ideia diferente: com um computador, uma impressora e um “scanner” montou em sua casa uma sucursal do Banco Central e imprimiu notas de dólar para adquirir brinquedos e doces.

 

No Japão, um ladrão era tão educado que, após assaltar um supermercado, retornou para pedir desculpas. Já na Austrália um outro era tão preguiçoso que ao arrombar uma loja de móveis decidiu dormir um pouco em uma das camas expostas – na qual acabou preso.

 

Na Bélgica uma menina de 11 anos de idade falsificou papéis e furtou 1,5 mil dólares da poupança de seus pais para comprar brinquedos. Enquanto isso, na Argentina uma criança de 5 anos está sendo processada por roubar brinquedos dos colegas.

 

Diante destes exemplos, temos que nos render a uma certeza: as causas do crime não são tão simples como dizem alguns (um mero “problema social decorrente da pobreza”). O fato é que a realidade vai bem além disso (aliás, ricos roubam mais do que pobres), e não a temos estudado o bastante.

 

Talvez, neste início de milênio, devêssemos lembrar as palavras de Nicéforo, segundo quem o mal e a dor não desaparecem sob a chama abrasadora do progresso humano. Transformam-se. E o crime, filho primogênito do mal, segue essa regra.

 

O autor é desembargador e presidente da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES)

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