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25/05/2018
Tragédia divina | Pedro Valls Feu Rosa

Aconteceu lá em Bihar, na Índia: a administração de um templo decidiu nele instalar uma lata de lixo em formato de canguru – para descobrir, horrorizada, que esta acabou virando objeto de adoração pelos fiéis, que a tomaram por uma divindade! A lata de lixo passou a ser lavada com água "santa" e a receber moedas dos devotos!

 

Na África do Sul abriu-se uma igreja de nome "Gabola" – "bebida", no idioma Tswana. Os cultos são celebrados por um bispo, devidamente paramentado, pelos bares da cidade – durante os quais é incentivado o consumo de todo tipo de bebida. Detalhe final: os batismos são realizados não com água, mas com cerveja.

 

No Paquistão um certo elemento de nome Ghazi Khan, casado, decidiu dedicar-se à bestialidade, "estuprando" um jumento. Surpreendidos, foram levados a julgamento – ele e o infeliz animal. O veredito considerou ser o "adultério" contrário aos fundamentos religiosos, razão pela qual condenou-se à morte… O jumento!

 

Enquanto isso, na Malaysia, as lanchonetes terão que rebatizar os populares "cachorros-quentes". O motivo é um decreto emitido por dada autoridade religiosa governamental, que entende serem os caninos "impuros".

 

No avançado Japão surgiu um robô cuja função é celebrar cultos em cerimônias fúnebres, inclusive lendo textos religiosos. Ainda naquele país lançou-se o serviço de funerais "drive-through". Funciona assim: o motorista para o carro ao lado de uma cabine e, sem sequer desligar o motor, acende um incenso oferecido por um funcionário, faz uma oração, assina o livro de presenças e… Vai embora!

 

Ainda sobre cerimônias fúnebres, em Madagascar as autoridades sanitárias fizeram um apelo desesperado: que as pessoas parem de dançar com defuntos em enterros, prática religiosa que tem disseminado epidemias – muitas delas resultando em centenas de mortes.

 

Nos EUA e na Holanda reconheceu-se oficialmente a Igreja do Monstro do Espaguete Voador como uma religião. Sua doutrina é simples: há o paraíso e o inferno, ambos com vulcões de cerveja e mulheres praticando "strip-tease". A diferença: no inferno a cerveja é "choca" e as dançarinas transmitem doenças.

 

Diante deste quadro, superior ao espaço e ao tempo, fico a pensar em Horace Walpole, ao exclamar que "a vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem".

 

O autor é desembargador

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