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04/05/2018
João Neiva comemora 30 anos de emancipação

Serão comemorados na próxima semana (11 a 13), no Centro Comunitário, os 30 anos de emancipação política do município de João Neiva. O evento terá parque de diversões, apresentações culturais, shows, barracas de comidas e bebidas típicas e desfile cívico. A festividade começa na sexta-feira 11, às 18h, com uma sessão solene na Câmara.

 

Em seguida, às 20h, ocorre a abertura oficial da festa. Às 20h30, os violinistas do Instituto Preservarte sobem ao palco. Às 21h30, o sertanejo entra em cena com a dupla Henrique e Rhian. Para encerrar o primeiro dia, às 23h30, a banda O Giro toca os hits mais estourados do momento.

 

No sábado 12, a programação inicia às 14h30, com o desfile cívico. Às 18h, o coral italiano "Nona Saina" dá um brilho especial ao evento. Às 20h, o cantor Nano Vianna entra em cena. Às 22h, Léo Mai leva o público a soltar a voz com o melhor da moda de viola e arrocha.

 

No dia 13 haverá almoço especial para o Dia das Mães, feito pelos colaboradores e voluntários da Sociedade Pestalozzi, a partir das 11h. Às 14h, as bandas de congo do município agitam o domingo. Às 15h, o grupo de capoeira "Jogo Livre – Cordel Vermelho" mostra a cultura afro-brasileira, e às 16h, as crianças se divertem com o grupo Mano Crazy. Às 18h, o Parentes do Samba bota João Neiva para dançar. Às 20h, Diego Lima toca o melhor da MPB, e às 22h, a banda Kualysom finaliza a festa com muito forró.

 

A história do município de João Neiva

No início dos anos 1900, o engenheiro e deputado federal baiano João Augusto Neiva lutou muito na Câmara para a instalação da Estrada de Ferro Diamantina, pertencente à Companhia Estrada de Ferro Vitória a Minas. Com a instalação da ferrovia surgiu a Estação, inaugurada em 20 de dezembro de 1905. O terreno para a realização da obra foi doado por Negri Orestes.

 

Pedro Nolasco, que foi idealizador da construção da Estrada de Ferro, para homenagear o deputado federal João Augusto Neiva deu à Estação o nome de João Neiva. É em torno dela que surgiu o povoado "João Neiva". Com a chegada das primeiras famílias de imigrantes italianos já tinham surgiram os povoados de Acioli (1887) e Demétrio Ribeiro (1891).

 

Em 30 de dezembro de 1921, João Neiva, através da Lei n.º 1305, é elevado a distrito. Depois de várias tentativas para a emancipação, no dia 30 de março de 1988 a Assembleia Legislativa referendou o resultado do plebiscito. No dia, o vice-governador Carlos Alberto Batista da Cunha, exercendo interinamente o cargo de governador, assinou a Lei n.º 4076, publicada no diário Oficial de 11 de maio de 1988, criando o município de João Neiva, que ficou separado de Ibiraçu.

 

No dia 15 de novembro de 1988 veio a primeira eleição no município, tendo sido eleito para prefeito Aluyzio Morelatto, para vice-prefeito José Anízio Ivo Secomandi, e para a primeira Câmara Municipal os vereadores Alécio Jocimar Fávaro, Antônio Pandolfi, Augusto Tessarolo, Ayrton Fornaciari, Edson Luiz Dal Piaz Coutinho, José Carlos Alves dos Santos, José Domingos Del Pupo, José Francisco Grippa, José Geraldo Colombo, Jurandir Mattos do Nascimento, Maria Luiza Casoti Louzada, Natalino Antonio Gasparine e Waldemar de Barros.

 

Quem foi João Augusto Neiva

João Augusto Neiva nasceu em Vila de Barra, atual município de Barra, na Bahia, em 21 de março de 1847, vindo a falecer em 21 de agosto de 1923, no Rio de Janeiro. Casado com Ana Adelaide de Paço Neiva, o casal teve o filho Artur Neiva (cientista de renome internacional e que foi interventor da Bahia após a revolução de 1930). João Neiva era servidor público, Juiz de Paz, jornalista e redator de um jornal da Bahia, "O Constitucional". Foi administrador do Teatro São João.

 

A desativação das oficinas da Vale

Por não atender as condições técnicas exigidas pela então Vale do Rio Doce, as oficinas ferroviárias sofreram várias ameaças de desativação através dos tempos. Mais de uma vez foram executadas as obras de ampliação e reforma, objetivando ajustá-las às novas exigências. Com o início da exportação de minério em 1940, o aumento do número de trens e o peso da carga transportada, aumentou o número de acidentes trazendo uma sobrecarga de trabalho para as oficinas. Uma grande reforma se impôs e teve início em 1943. Entretanto, passado alguns anos, as reformas se tornaram obsoletas. Apesar dos apelos e clamores de toda a comunidade, decidiu-se que as oficinas de João Neiva seriam desativadas, e no dia 1º de abril de 1991 os empregados iniciaram suas atividades nas oficinas situadas na área do Porto de Tubarão, em Vitória. No dia 25 de julho de 1991 partiu a locomotiva que veio para João Neiva totalmente debilitada e fora reconstruída; aquela que tanto fez em prol da Companhia Vale do Rio Doce. Foi o último apito do trem na cidade.

 

Colonização

A colonização da região onde se situa o município de João Neiva teve início com a chegada de imigrantes, principalmente italianos. As primeiras famílias vieram no ano de 1877. Mas as grandes levas tardaram um pouco mais a chegar. Em 24 de fevereiro de 1874 o barco "La Sofia" ancorava no Porto de Vitória. Os tiroleses foram trazidos por Pietro Tabachi, que havia firmado um contrato.

 

Os imigrantes que se destinavam aos núcleos coloniais de Santa Cruz (Conde D’Eu), Acioli de Vasconcelos e Demétrio Ribeiro, que hoje constituem os atuais municípios de Ibiraçu e João Neiva, desembarcavam em Vitória, seguindo depois, em vapores menores, para Santa Cruz, em Aracruz. Dali subiam em canoas o rio Piraquê-açu até o Porto de Santana, em Córrego Fundo, de onde prosseguiam, a pé, até as diversas sessões desses núcleos.

 

A fundação dos núcleos coloniais Acioli de Vasconcelos e Antônio Prado, em 1887, Demétrio Ribeiro, em 1891, e Moniz Freire, em 1894, tinha o objetivo de solucionar o antigo e importante problema da colonização do rio Doce, já tantas vezes tentada e sempre com insucesso. O Dr. Antônio Francisco de Atayde foi o fundador do Núcleo colonial Acioli de Vasconcelos, e o nome dado ao Núcleo constitui uma homenagem ao então inspetor-geral de Terras e Colonização, tenente-coronel Francisco de Barros Acioli de Vasconcelos, veterano da guerra do Paraguai.

 

Oficialmente, no entanto, os primeiros estabelecimentos de colonos no núcleo colonial, depois denominado Acioli de Vasconcelos, foram efetuados pelo próprio engenheiro Antônio Francisco de Atayde, a partir de agosto de 1888. Porém, os maiores contingentes de imigrantes italianos estabelecidos no Núcleo Colonial Acioli de Vasconcelos verificaram-se durante os meses de janeiro, setembro e outubro de 1889 e início de 1892.

 

Professoras mais antigas

Sebastiana Pereira Grillo, Djanira Ferraz Coutinho, Dina Pinheiro, Maria Bittencourt Rocha (Dona Cotinha), Francisca Eulália Santana (Dona Chiquinha), Fernandina das Neves Raizer e as irmãs Adelaide e Olga Raizer, sendo essas duas últimas as únicas nascidas em Acioli. Sebastiana Pereira Grillo, formou-se em dezembro de 1916, e no dia 7 de fevereiro de 1917 foi nomeada para administrar a escola do sexo feminino de Acioli, tendo entrado em exercício em 22 do mesmo mês.

 

Primeiro médico

Um dos primeiros médicos do lugar foi o Dr. Francisco de Paula Amarante Filho, natural do Rio Grande do Sul.

 

Primeiros comerciantes

Um dos primeiros a se estabelecer em Acioli foi Coriolano Pereira, procedente de Nova Almeida, e acabou se tornando uma das pessoas mais importantes do lugar. Em seguida, estabeleceram-se Manoel Alvarenga Pimentel, Narciso Machado, Francisco Campostrini e tantos outros.

 

Barra do Triunfo

O Núcleo Colonial Acioli de Vasconcelos foi se estabelecendo lentamente em seus primeiros anos de fundação, principalmente devido à insalubridade da região, a precariedade das estradas e a falta de maior assistência. A primeira seção desse núcleo a apresentar desenvolvimento foi Barra do Triunfo, onde existia a fazenda fundada por Giuseppe Battisti.

 

Ele adquiriu terreno no rio Ubás e em Barra do Triunfo, dedicando-se à agricultura (cultivando café, cana-de-açúcar e cereais, montando também engenhos para o beneficiamento desses produtos), fabricação de cerveja de ótima qualidade, sendo a produção mensal de 3.000 mil garrafas, e ao comércio; também exercia a função de carpinteiro. Era nessa fazenda também que se reuniam os habitantes do núcleo nas ocasiões festivas.

 

Com a transferência de Giuseppe Battisti para Pau Gigante, aonde veio ocupar importantes cargos, inclusive o de prefeito, a direção dos negócios, em Barra do Triunfo, ficou sob a responsabilidade de seu irmão Guglielmo Battisti, cujo nome foi abrasileirado para Guilherme Baptista, para evitar perseguição da política de Getúlio Vargas.

 

Núcleo Colonial Demétrio Ribeiro

Fundado no ano de 1891, constituindo-se das seguintes seções: Crubixá, Treze de Junho, Clotário, São Carlos, Alto Bérgamo, São Benedito, Tranquilo e Treze de Maio.A fundação desse núcleo se deu por influência do imigrante Negri Orestes.Quanto ao nome do Núcleo, foi dado em homenagem ao Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Demétrio Ribeiro, do Governo Provisório da República, chefiado pelo Marechal Teodoro da Fonseca.O núcleo possuía, nessa época, um barracão coberto de zinco para hospedagem de imigrantes e uma casa que servia de escritório e farmácia, com acomodações para o médico e que, além desses edifícios do Governo, tinha ainda quatro casas de negócios, duas padarias, duas ferrarias, dois engenhos movidos a água para pilar café e moer cana.Suas principais culturas eram o café, cana, milho, arroz e batata.Com a inauguração da estação ferroviária, em dezembro de 1905, que ficava distante apenas 6km do povoado de Demétrio Ribeiro, a situação desse núcleo melhorou consideravelmente, em virtude das vantagens proporcionadas por esse novo meio de transporte.

 

Prefeitos do município antes da emancipação política

Eduardo Gabrielli (1891 a 1892)

César Ghidetti (1892 a 1896)

Bonesi Antônio (interino)

Rebuzzi Sarcinelli (1896 a 1897)

Luigi Muso (1897 a 189)

Minchio Pietro (interino)

Bonesi Antônio (1898 a 1899)

Manoel Pereira Pinto (1899 a 1901)

Giuseppe Battisti (1901 a 1903)

Guilherme Baroni (interino)

Manoel Pereira Pinto (1902 a 1908)

Sarcinelli Antônio (interino)

Domício Martins (1908 a 1914)

Giuseppe Battisti (1914 a 1915)

João Schimitberger (interino)

Domício Martins (1915 a 1928)

Dr. João Pereira Netto (1929 a 193)

Dr. Hildo Garcia (1930 a 1937)

Dr. Luiz Aguiar (1937 a 1942)

Arylton Bonesi (1942 a 1947)

Dr. Antônio Barroso Gomes (1948 a 1951)

Silvério Del Caro (1951 a 1954)

Albérico Manoel de Oliveira (interino)

Emílio Lombardi (interino)

Hilário Favarato (1955 a 1959)

José Anízio Ivo Secomandi (interino)

Renato Battisti (interino)

Maurílio Batista (1959 a 1963)

Nilzo de Almeida Plazzi (1963 a 1967)

José Rebuzzi Sarcinelli (1967 a 1971)

Antônio Vescovi Possato (1971 a 1973)

Sebastião da Rosa Loureiro (1973 a 1977)

José Anízio Ivo Secomandi (1977 a 1983)

Jauber Dório Pignaton (1983 a 1988)

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