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27/04/2018
A ESCOLA DE HOJE E DO AMANHÃ

 

Por Antônio Eugênio Cunha

 

A escola vem sendo colocada à prova de qual é o seu papel na sociedade contemporânea. Diante de tantas transformações de ordem política, econômica, cultural e social, o que fazer para ajudar a construir este novo cidadão que o mundo deseja?

 

A resposta inicialmente parece estar definida. Precisamos de um cidadão trabalhador polivalente e flexível, capaz de resolver as suas dificuldades emocionais e trabalhar em grupo, ter a capacidade de pensar e aprender constantemente e que consiga atender a demandas que se diversificam constantemente.

 

Portanto, a nova escola deve se planejar e preparar para estas novas demandas que estão colocadas pelo mundo que estamos vivendo. Além de construir os conhecimentos estabelecidos nas componentes curriculares, deve utilizar os conceitos de desenvolvimentos de projetos, ela deve também desenvolver capacidades e qualidades para o exercício autônomo, consciente e crítico do aluno. A escola deve estar articulada para transferir o saber para o mundo do trabalho e das relações sociais.

 

Nesta nova realidade mundial denominada como sociedade do conhecimento, se aprende na rua, na televisão, nas redes sociais, no computador em qualquer lugar. Ou seja, ampliaram-se os espaços educativos além do da escola. Ela deve se reestruturar de forma a atender as demandas das transformações do mundo do trabalho e seus impactos sobre a vida social. Verifica-se que a educação é um processo constante na história de todas as sociedades, ela evolui e se acha vinculada ao projeto de sociedade que se quer ver emergir através do processo educativo.

 

No Brasil, especialmente, estamos tentando recuperar o atraso que vivenciamos em relação a outros países, que deram um grande salto em seu desenvolvimento, priorizando a educação como fonte de extrema importância no desenvolvimento da nação e de sua sociedade. Vivenciamos um tempo de crise paradigmática.

 

Assim sendo, as práticas educacionais desenvolvem-se, predominantemente, segundo os paradigmas dominantes neste momento histórico, o que leva a educação a funcionar como elemento reprodutor das condições políticas, econômicas, cientificas e culturais da sociedade.

 

Esse momento que vivemos, parece que promoveu o despertar da escola e prenuncia a chegada de um novo conhecimento, edificado através de uma racionalidade mais plural, de uma configuração cognitiva mais ampla e criativa.

 

Estas transformações têm início a partir de acontecimentos na economia e na política. Fenômenos como a globalização, aumento dos meios de produção, produção flexível com foco no desejo do consumidor, eliminação de profissões e empregos causado pela mecanização do trabalho e automação dos processos e o crescimento tecnológico levam a escola a investir na qualificação do ser humano, cabendo à mesma formar um cidadão flexível e adaptativo ao mercado. Assim o ambiente escolar apresenta-se como agente de transformação.

 

O uso das novas tecnologias cada vez mais intenso faz surgir novos empregos até então desconhecidos na sociedade e promove o aumento da produção. A inteligência artificial está batendo em nossas portas, robôs inteligentes já automatizam diversas tarefas, drones e equipamentos de realidade virtual cada vez mais baratos, estamos em 2018.  A internet 5G já está chegando nos próximos anos com velocidades de até 100 GB e impressoras 3D fazem estruturas para serem empregadas em vários campos da indústria e do comércio. Como será o nosso mundo em 2028? O que devemos fazer para nos preparar para daqui a dez anos?

 

Dentro dessas perspectivas, a escola tem uma oportunidade rara nas políticas educacionais do nosso país. Estamos implantando uma Base Nacional Curricular Comum, já aprovada para Educação Infantil e Ensino Fundamental e em fase de discussão para aprovação a do Ensino Médio. Teremos então, uma grande mudança nas questões do aprendizado e nas práticas formativas do cidadão, nas estruturações dos currículos e na definição das componentes curriculares mínimas que o discente terá de aprender por ser seu direito e para viver neste mundo que nos aguarda. Também nasce o Novo Ensino Médio como uma nova proposta de itinerários que será da livre escolha do aluno e da família, definindo quais as melhores habilidades que cada um deverá ter.

 

Seja muito bem-vindo para esta realidade.

 

O autor é presidente do Sinepe-ES; presidente da Câmara de Ensino Superior da Fenep e diretor da Casa do Estudante

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