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Marcos Paulo

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13/01/2017
E por que foram candidatos?

Prefeitos que assumiram os mandatos fizeram discursos em que entregam as chaves de suas cidades "a Deus", como Guanambi, na Bahia, e Alto Paraíso, em Rondônia. Em seu primeiro ato, Jairo Magalhães, recém-empossado prefeito de Guanambi, assinou um ato em que “entrega a chave da cidade ao Senhor Jesus Cristo”. A mesma iniciativa teve a nova prefeita de Alto Paraíso, Helma Amorim (PTB), que também assinou ato entregando a chave de sua cidade ao senhor Jesus Cristo. Esquecem que lá no passado distante, em 1890, um decreto do Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, então chefe do governo provisório da República brasileira, proibiu a intervenção da autoridade federal e dos estados federados em matéria religiosa, consagrando "a plena liberdade de cultos". E ainda ignoram a Constituição, que prevê em seu artigo 5º que é inviolável a liberdade de consciência e de crença. No artigo 19, preconiza que é vedado ao poder público estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público. O texto constitucional é claro, mas não impediu que a ex-prefeita de Sapezal, em Mato Grosso, nos últimos dias seu mandato, declarou que esta cidade pertence a Deus e que todos os setores da prefeitura estarão sobre a cobertura do altíssimo. E por que esses caras se candidataram?

 

Asa do urubu

Policiais militares em uma viatura descaracterizada realizavam um levantamento no bairro conhecido popularmente por Asa do Urubu, no distrito de Guaraná, em Aracruz, foram recebidos a tiros disparados por vários bandidos, que atingiram a viatura, acertando um PM, que acabou ferido. Houve troca de tiros e em pouco tempo o local foi tomado por diversas viaturas, incluindo as equipes do Grupo de Abordagens (GA), Grupo de Apoio Operacional (GAO), Serviço de Inteligência e até o helicóptero da Polícia Militar. Seis criminosos foram presos e com eles apreendidas duas armas de fogo e munições utilizadas no atentado contra a vida dos policiais do 5º BPM. Nem as asas do urubu conseguiram esconder os marginais...

 

Mordomia com o nosso...

Enquanto por aqui a nossa Assembleia Legislativa dá exemplo e só oferece cafezinho e água nas sessões solenes, lá em Alagoas, que tem o pior IDH do País, os deputados querem para os serviços de bufê da Casa, em 2017, lagosta ao molho de queijo, coquetel de camarão com uvas, picanha na chapa, casquinha de siri, rosquinha húngara e oito tipos de pães. É o que consta da licitação. Que fartura alimentícia...

 

Cabem na Kombi

A coordenadora de Emprego e Meio Ambiente da Associação Comunitária de Barra do Riacho (ACBR), Joice Lopes Miranda, afirmou à imprensa de Vitória que o Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) não cumpriu as condicionantes do licenciamento ambiental relativas à realização de benfeitorias na comunidade, recuperação da estrada e contratação de mão de obra local. “Não cumpriu nada”, diz em tom de revolta. “São 45 ônibus de trabalhadores vindos de fora e, daqui de Barra do Riacho, só sai uma Kombi”, compara Joice, dizendo circularem, dentro do distrito, cerca de duas mil pessoas de outras localidades, contratadas para trabalhar no estaleiro. Cercada por alguns dos maiores empreendimentos industriais do Espírito Santo – Fibria, Jurong, Canexus, Evonik etc., a comunidade de Barra do Riacho possui também um dos maiores índices de desemprego, que atinge cerca de 70% de sua população economicamente ativa (são cerca de 12 mil habitantes no total).

 

Projetos cobra d’água

Na falta do que apresentar de melhor, apresentam os chamados projetos cobra d’água. Lei do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) vai eternizar, na história capixaba, o dia 13 de março no calendário oficial do Estado como Dia Estadual de Combate à Corrupção. Na justificativa, Enivaldo afirma que o dia 13 de março de 2016 foi marcado por uma manifestação impactante que levou cerca de 120 mil pessoas às ruas na Grande Vitória num protesto cívico e pacífico contra a corrupção que assola o país. Não deveria ser todo dia? Já a deputada Luzia Toledo criou o Dia Estadual dos Manguezais, definindo 26 de julho como a data dedicada a ações pela conscientização em defesa do ecossistema. Também não deveria ser todo dia? Pior foi em Brasília, com a Câmara Federal criando o Dia do Encarcerado (25 de junho). Criam o dia dos bandidos, mas e o das vítimas?

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