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18/09/2015
Sensação de liberdade

Por Ilson Moro Capo

Especialista em trânsito e diretor da Destak Treinamentos

 

Anualmente no Brasil, cerca de 45 mil pessoas perdem suas vidas em acidentes fatais de trânsito.  Este número é considerado bem maior, pois as pessoas que morrem dias após o acidente não estão nesta  estatística, pois não são considerados vítimas fatais de trânsito. A sensação de liberdade, a mobilidade com rapidez, a economia de tempo e o baixo custo fazem disparar o número de motocicletas no trânsito brasileiro.

 

Os acidentes envolvendo motociclistas estão se tornando cada vez mais frequentes em todo o país. Não é diferente no Espírito Santo, que ocupa a 11ª posição no ranking de mortes por acidentes de motocicleta. Prova disto são os 11.500 acidentes  registrados no primeiro semestre deste ano , sendo 2.773 envolvenso motociclistas, sendo 1.920 com vítimas fatais ou parciais.

 

Geralmente, os condutores e passageiros de motocicletas envolvidos em acidentes não saem ilesos, sofrendo escoriações e traumatismos, e neste segundo caso, costumam passar vários dias em leitos hospitalres, agravando ainda mais os péssimos serviços de saúde brasileiro e aumentando os gastos públicos.

 

Em Aracruz, a negligência, imprudência e imperícia dos condutores, associado à pouca fiscalização, má sinalização e conservação das vias, são fatores determinantes de causas dos acidentes. Infrações são comuns, como  alta velocidade, ultrapassagens pela direita, saltos  sobre quebra molas, estacionamentos irregulares, pilotar descalço ou dec hinelos, desuso ou uso inadequado do capacete, falta de CNH, andar em uma única roda, uso de celular, andar sobre calçadas e praças, conduzir menores de 07 anos, transportes de cargas excedentes, dentre outras.

 

Números assustadores entre 2003 a 2013: aumento de 4.292 mortes de motociclistas para 12.040;  o número de motocicletas aumentou 247,1%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões.

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