Pão pomerano pode virar patrimônio imaterial

O brote, iguaria feita de milho e tubérculos, é produzido por imigrantes que se estabeleceram na região de montanhas

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Foto Ilustrativa: Divulgação

Por Silvia Magna

Mais uma iguaria da cultura capixaba pode virar patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. Trata-se do “brood” – ou brote, pão assado em forno a lenha e envolvido em folhas de bananeira, feito de milho e tubérculos. Para valorizar ainda mais essa tradição da comunidade pomerana que vive no Estado, o deputado Adilson Espindula (PDT) propôs o projeto de lei (PL) 28/2023.

A palavra holandesa “brood” significa pão. O termo também tem o mesmo significado no idioma alemão. Por ter como base a farinha de milho, o alimento também é chamado de “mijabroud” ou “miyherbroud”, e na receita podem ser inseridos tubérculos como batata doce, cará, inhame e mandioca.

Origens

Ao chegarem ao Espírito Santo, os colonos europeus desconheciam a culinária local e as opções de alimentos da nova terra. Com o passar dos anos descobriram que a natureza brasileira era rica em plantas saborosas e nutritivas. Os pomeranos, então, aprenderam a cultivar a terra e se adaptaram à culinária local, inserindo esses ingredientes em sua alimentação.

Protetor dos costumes e tradições pomeranas, Espindula explica que esses imigrantes já tinham o pão como base de sua alimentação diária: “No Brasil, único lugar do mundo onde ainda se fala o idioma pomerano, encontraram um território bastante diferente do seu original, em meio às montanhas e florestas densas da Mata Atlântica, e foi a partir da sua bagagem de costumes, tradições e modos de vida que criaram as bases para se adaptarem e reinventarem a utilização dos seus recursos”.

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