Navio-plataforma interditado por risco de vazamento não tem previsão de volta

O navio-plataforma é afretado pela Petrobras para a produção de petróleo no Campo de Golfinho, em Aracruz

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Foto: Arquivo/Divulgação

Permanece interditado, sem previsão de liberação, devido ao risco de vazamento de gás natural, o navio-plataforma FPSO Cidade de Vitória, fretado pela Saipem e operando no Campo de Golfinho, em Aracruz. Entre as irregularidades estão vazamento de gás, risco de explosão, detectores funcionando inadequadamente, população a bordo acima do previsto e vazamento nas tubulações de combate a incêndio.

Em nota, a Petrobras explica que durante a auditoria feita pela ANP, optou por parar preventivamente a produção de petróleo e gás para a conclusão das atividades de manutenção, antes da emissão do relatório final do órgão regulador. O diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), Etory Sperandio, considera que as irregularidades encontradas são extremamente graves, pois oferecem risco de acidente e a integridade da plataforma e dos trabalhadores.

Segundo a Petrobras, o navio-plataforma produzia, em média, 10 mil barris de petróleo por dia. A Petrobras disse que o FPSO Cidade de Vitória está parado na sua locação original no campo de Golfinho e a previsão é de que a produção retorne até o final do ano. A estatal destacou que, conforme comunicado ao mercado, o Campo de Golfinho está em processo de desinvestimento. O contrato foi assinado em 24 de junho de 2022.

O Sindipetro-ES alertou que, além do campo, a plataforma também está em negociação. A embarcação, que pertence à Saipem, será vendida para a BW Offshore, empresa responsável pelo navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus, que explodiu no litoral de São Mateus, produzindo petróleo nos campos de Camurupim e Camurupim Norte, em 2015, deixando nove mortos e 26 feridos. O laudo da Polícia Federal apontou “delito de homicídio” e indiciou funcionários da empresa BW Offshore.

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