Ministro da Defesa diz que navio antártico será usado em pesquisas climáticas

José Múcio falou que "as atividades de pesquisa no Continente Antártico propiciam um melhor monitoramento dos efeitos climáticos extremos que atingem o Brasil, desde a severa seca no Amazonas até as fortes chuvas no Sul do País"

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Solenidade de "batimento de quilha" do navio antártico em Aracruz

No evento realizado hoje (17) no Estaleiro Jurong, em Aracruz, na cerimônia tradicionalmente chamada “Batimento de Quilha”, que marca o processo de construção de navios, deu início ao projeto do futuro navio polar “Almirante Saldanha”, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, destacou que a embarcação tem como principal objetivo a realização de estudos científicos no Continente Antártico, ajudando a entender a mudança climática no Brasil.

José Múcio falou que “as atividades de pesquisa no Continente Antártico propiciam um melhor monitoramento dos efeitos climáticos extremos que atingem o Brasil, desde a severa seca no Amazonas até as fortes chuvas no Sul do País“. Participaram ainda do evento o comandante da Marinha, almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen; o diretor-presidente do Estaleiro Jurong, Tangavelu Guhan; o vice-governador Ricardo Ferraço; o prefeito de Aracruz, Dr. Coutinho; além de dirigentes da EMGEPRON, Polar 1 Construção Naval e Jurong.

O contra-almirante Ricardo Jaques, secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar, lembrou que o Brasil já realiza pesquisas em áreas polares desde a década de 80. “O estudo das mudanças climáticas é feito nas altas latitudes e nós trazemos uma interação com o que ocorre no Brasil“, disse.

Navio polar
A incorporação do NPo “Almirante Saldanha” à Força Naval está prevista para o segundo semestre de 2025. A construção do navio é conduzida pela MB, com execução da Polar 1 e gerência da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON). O navio terá cerca de 103 metros de comprimento, autonomia de 70 dias e tripulação de 95 pessoas, incluindo 26 pesquisadores. Na fase de construção já foram gerados 600 empregos diretos e seis mil indiretos.

O investimento da Marinha do Brasil é de R$ 740 milhões na embarcação que dará apoio às operações na Antártida do programa Antártico Brasileiro. A previsão é que o navio fique pronto em 2025. Duas cerimônias de corte de chapa já foram realizadas no Estaleiro Jurong Aracruz. Estão sendo construídos 12 blocos que, uma vez unidos, formarão o casco e a superestrutura do navio.

A nova embarcação substituirá e realizará as mesmas missões do Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, mas com capacidades aprimoradas para atender os requisitos de apoio à nova Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), base científica brasileira localizada na Ilha Rei George. Dessa forma, incrementará a participação do Brasil nos processos de decisão sobre o destino daquela região.

O navio
O NapAnt “Almirante Saldanha” é dotado de modernos e sofisticados sistemas e propiciará maior capacidade de apoio às atividades do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), que tem por objetivo a promoção de pesquisa científica diversificada e de alta qualidade na região Antártica, origem de fenômenos naturais que atingem o território nacional e influenciam a agricultura, a pecuária e as atividades pesqueiras. O navio terá dimensões de 103,16 metros de comprimento, 18,5 metros de largura, 6,3 metros de calado e deslocamento de 6.804 toneladas. Com propulsão diesel-elétrica, poderá abrigar uma tripulação de 95 pessoas, incluindo 26 pesquisadores. Sua construção tem a previsão de gerar cerca de 600 empregos diretos e 6.000 indiretos, além de fomentar a indústria local e a construção naval no Brasil.

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