Marinha anuncia Estaleiro Jurong vencedor da concorrência para construir Navio de Apoio Antártico

Três empresas/consórcios disputaram a fase final da concorrência da Marinha do Brasil para obtenção de um navio de apoio Antártico (NApAnt)

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O objetivo é que o navio possa ser construído entre 2022 e 2025, com a expectativa de geração de 600 empregos diretos e seis mil indiretos

O Comandante da Marinha do Brasil, o Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, anunciou na segunda-feira 04, com a presença do presidente Jair Bolsonaro a bordo do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, que o Estaleiro Jurong Aracruz/SEMBCORP Marine Specialised Shipbuilding venceu a concorrência para a construção do Navio de Apoio Antártico (NApAnt).

Três empresas/consórcios disputaram a fase final da concorrência da Marinha do Brasil para obtenção de um navio de apoio Antártico (NApAnt). A diretoria de Gestão de Programas da Marinha do Brasil (DGePM) escolheu três das quatro propostas que haviam sido selecionadas na fase anterior.

Damen Shipyards/Wilson Sons Estaleiros; Estaleiro Jurong Aracruz/Sembcorp Marine Specialised Shipbuilding PTE; e Itaguaí Construções Navais S/A (ICN) e Kership S.A.S (joint venture entre as francesas Piriou e Naval Group) são os finalistas do processo. Ficou de fora a proposta comercial da projetista norte-americana Glosten Inc. e da indiana Sacanb Offshore Ltda apresentada na etapa anterior.

O Estaleiro Jurong Aracruz foi o vencedor da licitação. O NApAnt substituirá e desenvolverá as mesmas missões do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, com capacidades aprimoradas, em função da experiência da Marinha no Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e dos requisitos de apoio à nova Estação Antártica Comandante Ferraz. O NApOc Ary Rongel foi incorporado à Marinha do Brasil em abril de 1994 e, a partir de então, a cada ano, opera em média durante seis meses na Antártica.

A Marinha exigiu índice de conteúdo local mínimo de 45%, que será calculado a partir da divisão entre custos diretos de produção local (materiais, serviços e mão de obra direta) dividido pelos custos diretos de produção local e importados (custos totais), conforme critérios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A RFP (request for proposal) estabelece que o navio deverá ser construído em estaleiro situado no Brasil.

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