Deputados estaduais debatem sobre maternidade precoce

O deputado Doutor Hércules (Patri) cobrou ações do Poder Executivo, em todas as esferas, para a realização de trabalho preventivo

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O deputado Doutor Hércules cobrou ações do Poder Executivo, em todas as esferas, para a realização de trabalho preventivo

Por João Caetano Vargas
A maternidade prematura pautou o discurso de parlamentares na sessão ordinária virtual de ontem 10. O deputado Doutor Hércules (Patri) cobrou ações do Poder Executivo, em todas as esferas, para a realização de trabalho preventivo, visando diminuir os índices de crianças entre 10 e 14 anos que acabam se tornando mães precocemente e, por conta disso, acabam tendo de abrir mão de sua infância.

As meninas de 10 a 14 anos deveriam estar brincando de boneca, mas estão brincando com um neném no colo. Nós temos que dar um basta nisso. As autoridades nesse assunto estão muito omissas. Porque nós aqui temos o microfone, a tribuna para falar, mas a ação direta é do Poder Executivo, municipal, estadual e federal, eles que têm que tomar conta disso”, exigiu Doutor Hércules.

O deputado Delegado Danilo Bahiense (PL) endossou o discurso do colega e apresentou dados: “Nossas crianças estão dando à luz numa idade muito tenra, 299 partos de meninas de 10 a 14 anos no ano passado no Espírito Santo e registrar também que nós tivemos, no ano passado, foram 1.077 estupros de vulneráveis, o que é lamentável”.

Doutor Hércules também falou sobre violência obstétrica e citou um caso de uma mãe que ganhou na Justiça o direito de ser indenizada, pelo fato de o hospital ter impedido o pai da criança de acompanhar o parto de seu filho: “O morador de Cachoeiro de Itapemirim e sua mulher vão receber indenização de R$ 15 mil após a decisão da Justiça. Isso é uma luta nossa de muito tempo. Nós já fizemos aqui, na Assembleia Legislativa, audiência pública sobre violência obstétrica e depois fizemos a audiência também lá no Hospital das Clínicas”.

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