Assembleia tem projeto protocolado para incluir Aracruz na Grande Vitória

A insatisfação com o transporte público é a principal motivação dos moradores para a inclusão

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Com cerca de 100 mil habitantes, Aracruz é vizinha de Fundão, que integra a Região Metropolitana da Grande Vitória. Foto: Divulgação

Depois que 144 moradores de Aracruz assinaram um documento, em 2019, solicitando à Assembleia Legislativa a inclusão do município na Região Metropolitana da Grande Vitória, finalmente na sexta-feira 15 o projeto da deputada Iriny Lopes foi protocolado no Poder Legislativo. A insatisfação com o transporte público é a principal motivação dos moradores para a inclusão.

Lideranças comunitárias e políticas se articularam com os deputados estaduais para que o município seja incluído na Região Metropolitana da Grande Vitória. Pela proposta de Iriny Lopes, a Lei Complementar nº 318, de 17 de janeiro de 2005, seria alterada para que a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) incluísse Aracruz entre os municípios que já fazem parte da região: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.

Transporte criticado

O principal ponto para a reivindicação de que Aracruz passe a fazer parte da Grande Vitória está relacionada com a possibilidade de, a partir disso, o município ser incluído no Sistema Transcol de transporte coletivo interurbano. “Os ônibus do Transcol até chegam em Aracruz, mas só como ponto final, na divisa com Fundão”, afirmou a um site da Capital Júlio Cezar Florentino Perini, que representa o Sindicato dos Servidores Municipais de Aracruz (Sisma) no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (Comtrat). Segundo ele, a articulação com a deputada Iriny Lopes tem sido feita desde a época do abaixo-assinado, em 2019.

E acrescenta que o serviço de transporte coletivo de Aracruz tem sido alvo de constantes reclamações, o que motivou a realização de uma sessão especial na Câmara de Vereadores na segunda-feira 18. Atualmente, a empresa responsável por todas as linhas de ônibus é a Cordial. Em maio deste ano, após sucessivas reclamações e descumprimento de acordos, a Prefeitura de Aracruz decretou a caducidade do contrato – ou seja, a extinção – com a empresa Expresso Aracruz, que operava parte das linhas.

Uma das insatisfações atuais é com o preço alto das passagens de ônibus, que chega a custar R$ 15,75 em um dos itinerários, da sede a rio Preto – apesar de a empresa concessionária receber subsídio de R$ 2,76 milhões da Prefeitura de Aracruz. Também há críticas motivadas por mudanças de horários dos itinerários, não retorno de linhas suspensas durante a pandemia de covid-19 e atendimento ineficaz a algumas áreas do município.

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